Colaboradores
Wednesday, April 8th, 2009Keissy Carvelli
Uma metade do que escreve é dela, a outra também, mas esconde, entre metáforas e canções, aquilo que prefere apenas sugerir. Das hipérboles utiliza sem restrição, extremos, vazios, inteiros; versos, trechos, sinestesias; prosas, pontos, e tudo o que possa sentir é motivo o suficiente para jogar por aí, em palavras soltas e contradição.
Se auto-define como piegas, ridícula e clichê, mas gosta de ser assim. Coisa de poeta, idiota, vai saber.
Jornalismo por opção, literatura por precisão, dessas que brotam nos olhos e escorrem pelos dedos sem que haja qualquer controle. Mantém um violão, um blog, e um caderno cheio dessas músicas feitas pelas madrugadas e solidão.
Sente, deveras, e só
Fernando de Freitas Leitão Torres
[f e r n a n d o . t o r r e s @ n o v a s v i s o e s . c o m]
Tem orgulho do seu nome de muitas letras e de ser advogado. Do mais, gosta de escrever com lirismo e suavidade para falar daquilo que é duro ou violento. Acredita também que a melhor forma de abordar um assunto pode ser não falando dele, se em tudo contem seu oposto, é neste que ele se foca. Escreveu um roteiro que espera ser filmado em breve, uma peça de teatro pela metade, cerca de cem contos destruídos pelo fogo, pela formatação deliberada de seu computador ou que estão despedaçados em decomposição em um aterro sanitário por aí. Um conto sobrevivente foi publicado no livro Visões de São Paulo (sob o título de Os Vermelhos). Nasceu no vigésimo primeiro aniversário da primeira viagem espacial feita pelo homem.
André Chalom
[a n d r e c h a l o m @ g m a i l . c o m]
O Chalom escreve contos e poesias desde que se conhece por gente – talvez um pouco antes. Nas horas vagas, estuda Ciências Moleculares na USP e trabalha com abordagens matemáticas para sistemas biológicos. Acredita (e pratica fielmente) que boa ciência e boa literatura se discutem na mesa de bar – claro que depois exigem muitas horas de trabalho.
André Moncaio
[a m o n c a i o @ y a h o o . c o m]
André Moncaio é videomaker, diretor de cena, diretor de fotografia, light designer e educador formado em Rádio e TV pela USP em 2002. Como integrante do Grupo Estudeo Mito realizou diversos trabalhos em videoarte e vídeo experimental, tais como: “O Ventre da Baleia” (2002); “Oshoecha” (2004) e “Piscinema” (2007). Em 2006, quando viveu em Buenos Aires, Argentina, realizou o curta-metragem “Siempre hubo un nunca” (finalizado em 2007) e a videoarte “El imposible es un velo”, além do desenho de iluminação dos espetáculos “Querés?” e “Desde la lona”. Dirigiu os documentários: “Do olhar para o olhar” (2002), “Testemunhas da história – Construindo a democracia no Brasil” (2007), “Miopia” (2007) e “Memória Minha do Divino” (em produção). Desde 2003 ministra cursos e workshops em escolas e espaços culturais, tendo lecionado na Escola São Paulo, na Academia Internacional de Cinema de São Paulo, no Instituto Criar de TV, Cinema e Novas Mídias, na Escola Livre de Cinema e Vídeo de Santo André e no SESC Santo André, entre outras. Trabalha como freelancer em diversas produtoras de cinema e vídeo, entre elas: Mixer, Mutante Filmes, Maria Bonita Filmes e Photofonia Produções, além de coordenar a realização do documentário “Don’t drink this water” para o projeto internacional “Beyond Green” da ONG norte-americana Listen Up! sediada em Nova York. Recentemente rodou o curta-metragem “Elipse” com Paula Picarelli e Kiko Bertholini, atualmente em fase de finalização.
Rei I.
[r e i s u j o @ y m a i l . c o m]
Rei I. de imundo, portanto sujo! Outrora Reinaldo de Souza. Por enquanto blogueiro. Contista por acidente. Nesse instante toca o projeto casadosfundos onde posta todos seus possíveis trabalhos. Residente no cerrado goiano, engavetou novamente todos seus projetos e permanece a espera de sabe-se lá o quê. [ reisujo@hotmail.com | casadosfundos@gmail.com ]
Roberta Domingues
[b o l o t a . d m @ i g . c o m . b r]
Paulistana da Freguesia do Ó, nascida na década perdida de 80 vive a solitude e decadence da forma mais criativa possível. Adora artes em geral, tem preferência por literatura, música e teatro. É assistente do Dr. Victor Frankenstein e com ele aprendeu a fazer montagens, recortes e colagens de todas as espécies, transformando tudo o que já foi feito em um novo caldeirão de especiarias. O gosto é peculiar.
Gustavo Amaral
[g u s t a v o a m a r a l 0 7 @ g m a i l . c o m]
Morador da Moóca com orgulho, é estudante de Letras na Universidade de São Paulo, onde cursa Francês. Sem tempo, sem espaço, sem… bom vamos parar por aí, faz esforço para entregar seu texto a tempo mas depois pega uma cerveja. Gosta de novela, mas só assiste a primeira e última semana.
Flávia Brito
[f l a v i a d a b @ h o t m a i l . c o m]
Nasceu em Belém, Pará, no dia 6 de julho de 1978. Graduada em Medicina, exerce a profissão na capital paraense, mas já quis ser publicitária, jornalista, cientista, oceanógrafa, astronauta, hippie, rockstar, veterinária, jogadora de futebol, bailarina clássica e artista mambembe. Lê compulsivamente, exceto livros de auto-ajuda – abominados com pleno usufruto do seu direito de abominar alguma coisa. Embora não tenha formação literária acadêmica, escreve obsessivamente, por puro prazer – sua escrita intimista e quase experimental privilegia a sonoridade das palavras e as sensações que estas provocam. Blogueira desde meados de 2007, desde janeiro de 2008 assina o blog Sabe de uma Coisa?, onde publica contos, crônicas, poesia e afins.
Gabriela Souza Gomes
[g a b r i e l a s g o m e s @ g m a i l . c o m]
DIA 6
Carolina Scoponi
[c a r o l . s c o p o n i @ g m a i l . c o m]
Maurício Z. Porto
[m z p o r t o @ g m a i l . c o m]
Desde os primórdios da História estamos convencidos da unidade entre o real e sua representação. Desde as pinturas rupestres que retratavam animais com o objetivo de magicamente favorecer sua caça, passando pela perspectiva na Renascença, até a fotografia no século XIX, acostumamo-nos a ver o desenho como reprodução do real.
Prefere, ao contrário, pensar que a realidade é o que permanece, mesmo quando não se acredita mais nela.
Assim, desde sua infância, o desenho é o reflexo de seu mundo próprio influenciado por Frank Miller e Robert Crumb. A música – do violoncelo que toca ao rock clássico que aprecia – como a mais imaterial das artes, também lhe interessa.
Se você pensa que está diante de um “indie”, convém saber que o desenhista faz direito e gosta de carros esportivos. O mundo material tem, certamente, suas seduções.
Yule Barbosa
[y u l e b a r b o s a @ g m a i l . c o m]
Estudante de Artes Plásticas da USP achou que seguiria esse rumo desde que começou a desenhar atrás das portas e a sentir atração por papelarias.
É apaixonada por Van Gogh, por cor, por fitas de cetim, tule, doces recheados com creme e admira, conscientemente, artefatos kitsch.
Tenta não ter preconceitos com arte, música, cinema nem programas de TV, porque acha que até das piores produções pode-se extrair algo, nem que seja o riso.
Orgulha-se dos seus cabelos naturalmente encaracolados e de sua cultura inútil, que às vezes coloca em seu blog [http://amontoadodetudo.blogspot.com].
Fernanda Fiamoncini
[f e r n a n d a . f i a m o n c i n i @ g m a i l . c o m]
Por conta de seus princípios anti-egocêntricos não gosta de falar de si mesma, mas é do tipo de pessoa que se orgulha por poder dizer que aprecia música punk finlandesa, clássica, bossa nova e tango. Gosta de artes desde quando percebeu que respira – certamente o gosto aumentou das paredes rabiscadas até a faculdade de fotografia, o curso de desenho e pintura e seu interesse por crítica de arte. Mantém parte de sua produção artística e fotográfica em seu flickr [ www.flickr.com/photos/fernandafiamoncini ] e cultiva o hábito de observar a cidade, as ruas e as pessoas e fotografa como se colecionasse as memórias de histórias que por ventura possam ser esquecidas, uma forma de compensar a memória fraca – sua e do mundo à sua volta.
Ágatha Barbosa
[a g a t h a b a r b o s a @ g m a i l . c o m]
Estudante do curso de Letras da USP, atualmente escreve no jornal online de música Banana Mecânica, participa da cia de teatro e performance Ingeuíno, do núcleo de arte intervencionista Uatu, produz bandas da cena alternativa de São Paulo e iniciou um trabalho de fotógrafa (www.flickr.com/photos/agathabarbosa) no estúdio Persona, em 2003, se desenvolvendo sozinha depois disso por experimentações. Mas, independente de suas tarefas, ela é movida mesmo à inspirações. Fala de imagem quando se expressa com palavras, e sobre palavras quando está criando imagens, lidando justamente com a pluralidade num x-tudo de imaginações. Sirva-se.
Bruno M. Oliveira
[nurbmachado@ig.com.Br]
Vinte e quatro anos e nenhum problema resolvido. Nasci e moro em Guaratinguetá, SP. Sou formado em Gestão Empresarial pela FATEC, mas não atuo na área. Estou desempregado e me fiando nos concursos públicos que tenho prestado e em entrevistas de emprego impossíveis. Dado meu gosto por livros e filmes ‘de qualidade’, sou persona non grata em bibliotecas, livrarias e videolocadoras. Escrevo ficção por esporte e teimosia. Não tenho nenhum livro publicado. E o mais próximo que cheguei disso, da publicação, ocorreu com o Prêmio Sesc de Literatura 2008, do qual fui finalista com o romance Paroxetina ou Crônicas de um ansioso crônico, que obteve menção honrosa da comissão julgadora.
Eric Novello
[c e r i c n @ g m a i l . c o m]
Adepto da teoria de que especialização é para insetos, decidi ser um generalista, mesmo que me digam que um teste vocacional na infância teria resolvido esse problema. Comecei com um pé nas ciências e sou Farmacêutico especializado em Bioquímica de Alimentos, mas esse pé virou uma pá de terra e caí com gosto para outras áreas. Natureba toda vida, sou formado como roteirista, escritor publicado, crítico de cinema e literatura e metido a falar de música, por ser letrista e ter irmã cantora. Genética deve servir para alguma coisa além de dar problemas. Acredito 100% no papel da Internet como veículo de divulgação cultural, por isso vivo espalhado por aí. Além do meu site pessoal, mantenho o Fantastik, um site de divulgação de literatura fantástica nacional, e escrevo para o portal de arte Aguarrás. Se um dia ouvir dizer que virei desenhista de mangá no Japão, não acredite, não sei fazer nem boneco de palito.
Egnaldo Oliveira
[e g n a l d o . o l i v e i r a @ y a h o o . c o m . b r]
Cursa Letras/Alemão na Usp, onde aprendeu que pode colocar E.T.A. Hoffmann e literatura de cordel no mesmo degrau da escada. Critica tudo o que lê, principalmente o que escreve. Dependente crônico de cappuccino, cinema alemão e poesia concreta. Gosta de observar as palavras e pensar no que pode extrair delas. Fotografa nas horas vagas parte do que vê, pois acredita que nem tudo é digno de registro. Já fez resenha, minibiografia e crítica teatral. Escreve pela mera necessidade de compartilhar suas abstrações e por saber que o não difundido finda em si mesmo.

