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	<title>Arlequinal &#187; Sem Categoria</title>
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	<description>Cultural e Coletivo</description>
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		<title>Comentários &#8211; O Céu dos Suicidas, de Ricardo Lísias</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Apr 2012 22:01:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160; Por Fernando de F. L. Torres, Para começar, preciso deixar claro: Não confio em Ricardo Lísias. Não no autor acima retratado, mas o narrador de o Céu dos Suicidas. Reiterando o que já foi dito, não importa se a estória é autobiográfica. E exatamente por isso que não confio em Ricardo Lísias. Você confiaria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2012/04/DSC00494.jpg"><img class=" wp-image-1025 aligncenter" title="DSC00494" src="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2012/04/DSC00494.jpg" alt="" width="746" height="560" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por Fernando de F. L. Torres,</p>
<p>Para começar, preciso deixar claro: Não confio em Ricardo Lísias. Não no autor acima retratado, mas o narrador de o Céu dos Suicidas. Reiterando o que já foi dito, não importa se a estória é autobiográfica. E exatamente por isso que não confio em Ricardo Lísias. Você confiaria em um especialista em coleções? Ou mesmo, você confiaria em um especialista em coleções que sequer tem uma coleção? Este narrador em primeira pessoa não é confiável, e não só literariamente falando.</p>
<p>Mas não me parece que Ricardo parou de fazer coleções. Ricardo desistiu da coleção de tampinhas em um rito de passagem. Ao se formar no colégio, deixa as tampinhas para colecionar pessoas. Ricardo narra que ao entrar na faculdade largou as coleções para ser uma pessoa sociável, que conversa com todos. Porém o único amigo de Ricardo que se apresenta no livro é André. Nenhum outro personagem mantém um relacionamento com Ricardo senão de coadjuvante ou mesmo cenário. Alguns personagens não são mais do que mera paisagem para a jornada autocentrada do Protagonista.</p>
<p>O narrador tampouco se mostra preocupado em estabelecer ou cuidar dos relacionamentos. As pessoas estão ali para serem colecionadas. Inclusive seu único amigo. André, ao morrer passa a ser parte da coleção. (Ou será que apenas mudou de categoria na coleção?) Ricardo passa a pesquisar sobre André, vai para o manicômio onde foi internado e passa a colecionar as pessoas do manicômio. E como o narrador fica sabendo de alguns detalhes que não poderia presenciar dessas pessoas que coleciona? De duas uma: ou inventa ou os espiona. Duas possibilidades para quem, assim como amigo, coleciona paranoia, surtos e autodestruição. Será mais uma forma de colecionar o Amigo?</p>
<p>Aliás o personagem é tão paranoico e autocentrado que vê em indícios de um mistério familiar, daqueles que toda família tem, a possibilidade de colecionar uma pessoa com uma história de terrorismo. Mas o mistério familiar, por mais claro (e ordinário) que pareça desde que ele é apresentado, é distorcido diante diante desses impulsos de autodestruição e paranoia que o protagonista apresenta.</p>
<p>A narrativa é estruturada de forma que os capítulos curtos impulsionam a leitura do próximo, sempre na expectativa de que ponto o protagonista poderá chegar. Como toda coleção, a vida do protagonista nada tem de grandiosa, mas a busca desta grandiosidade em uma tentativa patética de juntar meros espectros. O protagonista agarra à memória de seu amigo morto, como um colecionador agarra à nostalgia. Ricardo Lísias (o escritor) mostra, mais uma vez pelo humor, a tragédia burguesa. A vida é cheia de som e fúria, e nada mais, a vida retratada por Lísias ressalta que este nada mais é um enorme vazio.</p>
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		<title>Autoria</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Apr 2012 14:44:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Cuando descubrí que tanto las matemáticas como la hitoria, la física y todas las disciplinas del saber humano tienen autores, con nombres y apellidos, me senti estafado. De pequeño, en la escuela me enseñaron todo sin mencionarme ni un cintífico de los que trabajaron en cada campo (quizá solo Newton y Galileo, por lo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="padding-left: 60px;">
&#8220;<em>Cuando descubrí que tanto las matemáticas como la hitoria, la física y todas las disciplinas del saber humano tienen autores, con nombres y apellidos, me senti estafado. De pequeño, en la escuela me enseñaron todo sin mencionarme ni un cintífico de los que trabajaron en cada campo (quizá solo Newton y Galileo, por lo de la manzana y lo del  juicio), de modo que entendía el saber como algo absoluto, objetivo e independiente de las personas. No se podía estar en desacuerdo o entenderlo de otra maneta; era así y punto.</em>&#8221; Daniel Cassany, <em>in</em>: La Cocina de la Escritura .</p>
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		<title>Lançamento: O Céu dos Suicidas, de Ricardo Lísias</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Apr 2012 01:06:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Anotem, comprem, leiam. &#160;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Anotem, comprem, leiam.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2012/04/convite-céu-dos-suicidas.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-1015" title="convite céu dos suicidas" src="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2012/04/convite-céu-dos-suicidas.jpg" alt="" width="603" height="415" /></a></p>
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		<title>Cisne Negro Cisne Branco Cisne &#8211; Por Daniel Feltrin</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Mar 2011 20:11:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Feltrin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando o grotesco chega ao seu extremo ele se torna sublime, e vice e versa, diria Vitor Hugo com palavras mais belas do que estas. Essa lógica perpetuada pelo romancista romântico francês no prefácio para sua peça Cromwell se encaixa perfeitamente na impressão mais básica que temos ao assistir o filme Cisne Negro, de Darren [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2011/03/black_swan1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-936" src="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2011/03/black_swan1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Quando o grotesco chega ao seu extremo ele se torna sublime, e vice e versa, diria Vitor Hugo com palavras mais belas do que estas. Essa lógica perpetuada pelo romancista romântico francês no prefácio para sua peça Cromwell se encaixa perfeitamente na impressão mais básica que temos ao assistir o filme Cisne Negro, de Darren Aronofsky. O filme é uma progressão de cenas belas e horríveis numa dinâmica que só pode ser bem representada mesmo como um balé. Uma dança magnânima de todos envolvidos no projeto para contar esta história de horror e beleza da forma mais sombria e bela ao mesmo tempo.<br />
O uso de duplos adjetivos não é à toa. A própria trama é a clássica psicologia do duplo, o famigerado doppelgänger, que atormenta a pobre e ingênua bailarina Nina para fora dos limites de seu frágil corpo. Acontece que Nina necessita que esta sua contraparte mais sombria se manifeste para que ela possa atender aos desejos mais íntimos do obsessivo diretor da companhia de Balé (o fantástico poliglota Vincent Cassel) e se tornar a Rainha Cisne perfeita.<br />
O balé O Lago dos Cisnes de Tchaikovsky é um ápice da musica romântica e permeia o filme todo com as variações e composições originais do companheiro de Aronofsky, Clint Mansell (o criador do famoso tema de Réquiem para um Sonho, imortalizado pelo quarteto Kronos e as dezenas de usos do tema contagiante), e a música, como não poderia deixar de ser, é um coadjuvante quase protagonista, mas esta tem seu ritmo próprio, mais sombrio que combina com a dualidade do filme.<br />
Personagem dupla, compositores duplos, adjetivos duplos complementam é claro a duplicidade da abordagem do filme. Aronofsky é claro tem o seu estilo todo próprio de escrever e dirigir suas histórias, e em Cisne Negro não é diferente. Está lá a inclinação para a tragédia em cima de personagens que se levarão ao limite em troca do objetivo a alcançar, inclusive a autodestruição. Caso dos personagens de Réquiem para um Sonho e é claro, do Lutador, o The Ram, que para mim é um dos melhores finais de filme de todos os tempos. Essa tendência à tragédia típica de uma dramaticidade tão clássica que se encontra nos personagens do diretor, no entanto é tão individualmente modernizada que nós sabemos de imediato que estamos vendo um filme de Aronofsky.<br />
E esta outra dualidade que é tão bem feita em Cisne Negro. Ela é catártica, clara e não deixa rastros pra dúvidas. O engraçado, e talvez o genial, disso tudo é que a temática do Grotesco/Sublime tão romântica e oitocentista contrastada à visão das câmeras tão introspectivas de Aronofsky que só podem ser pós-Freud, são tão diferentes entre si que combinam de forma clara como um copo dividido entre água e óleo. Dado à trama do filme a raison d’être do filme se completa perfeitamente.<br />
E quem melhor para ajudá-lo nesta tarefa do que Natalie Portman cuja beleza é tão clássica, mas a fragilidade quase andrógina de seu corpo é tão moderna? A dedicação desta atriz se confunde com a de seu personagem a tal ponto que nós perguntamos quem é Natalie e quem é Nina, e de certa forma, por isso, Natalie leva o filme para si e o domina.<br />
Cisne Negro é um filme estético, feito para provocar sensações, e isso é feito da melhor forma romântica. Poe se orgulharia. A película tem uma história simples, até de domínio público, a modernização é puramente circunstancial e o trama é facilmente previsível, mas o que conta é o produto final e é aí que o filme é bem sucedido. Cisne Negro é a realização material e catártica de toda temática Aronofskyana. É a estética dos closes psicológicos, das impecáveis atuações, da edição, da musica e é claro das imagens que nos levam como bonecos de vodu por toda a nossa tessitura sensorial.<br />
Uma experiência altamente recomendável.</p>
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		<title>Festa e Lançamento do Livro: Mundo Mundano e os Quatro Cantos do Mundo</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Oct 2010 03:09:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem Categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fernando de F. L. Torres, Mantenho esse blog, algumas pessoas estão acostumadas a ler-me aqui. Porém sou colunista eventual das Revistas Virtuais Mundo Mundano e Aguarrás. Minha relação com o Mundo Mundano é quase familiar. Camila Briganti é amiga de longa data de meu irmão Fábio. Tenho carinho especial pela revista e por sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fernando de F. L. Torres,</p>
<p>Mantenho esse blog, algumas pessoas estão acostumadas a ler-me aqui. Porém sou colunista eventual das Revistas Virtuais<a href="http://mundomundano.com.br" target="_blank"> Mundo Mundano</a> e <a href="http://aguarras.com.br" target="_blank">Aguarrás</a>.</p>
<p>Minha relação com o Mundo Mundano é quase familiar. Camila Briganti é amiga de longa data de meu irmão Fábio. Tenho carinho especial pela revista e por sua fundadora, embora eu seja pouco presente para a ambas.</p>
<p>Quando a Camila me pediu textos para o lançamento do livro Mundo Mundano e os Quatro Cantos do Mundo, prontamente revisei alguns textos publicados na revista e e meus blog. Por fim acabou por ser escolhido um conto meu que acabei deixando de fora do &#8220;Estudos sobre a Leveza&#8221;, de nome &#8220;Projeto em desenvolvimento&#8221;.</p>
<p>Segue então o convite:</p>
<p><a href="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2010/10/MM-convite.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-855" title="MM---convite" src="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2010/10/MM-convite.jpg" alt="" width="600" height="766" /></a></p>
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		<title>Copa de Literatura 2009 &#8211; Jogo 2 &#8211; Areia nos Dentes X O Vencedor está só</title>
		<link>http://arlequinal.com.br/2010/09/20/copa-de-literatura-2009-jogo-2-areia-nos-dentes-x-o-vencedor-esta-so/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Sep 2010 16:35:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de F. L. Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem Categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fernando de F. L. Torres, Aproveitando que o livro Areia nos Dentes de Antônio Xerxenesky foi reeditado, agora pela editora Rocco, aproveito para requentar minha resenha da Copa de Literatura Brasileira de 2009. *** Antes de iniciar a leitura dos livros que me foram designados tentei estabelecer alguma relação entre os dois autores. Enquanto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fernando de F. L. Torres,</p>
<p>Aproveitando que o livro Areia nos Dentes de Antônio Xerxenesky foi reeditado, agora pela editora Rocco, aproveito para requentar minha resenha da Copa de Literatura Brasileira de 2009.</p>
<p>***</p>
<p>Antes de iniciar a leitura dos livros que me foram designados tentei  estabelecer alguma relação entre os dois autores. Enquanto Paulo Coelho é  uma celebridade midiática, autor de diversos livros traduzidos em  diversas línguas, Xerxenesky é autor de primeira viagem, jovem,  estudante de letras. Mas, apesar de parecerem absolutamente diversos,  existe uma semelhança: são os dois autores mais livres da Copa de  Literatura.</p>
<p>O Mago, diante dos seus resultados pregressos, já não precisa provar  nada a ninguém: é um grande sucesso de vendas e, apesar de não ter  conquistado os críticos, já dispõe de títulos, entre eles o de imortal  da Academia Brasileira de Letras. Seu desafiante é sócio da editora que  publicou seu livro e tem a vida toda pela frente: um escorregão em sua  primeira obra será perdoado se as seguintes forem melhores, o que lhe  permite tomar certos riscos e fazer certos experimentos que outros  autores talvez não tivessem feito.</p>
<p>O resultado dessa liberdade foram excessos de ambas as partes — cada qual à sua maneira.</p>
<p>***</p>
<p><em>Areia nos dentes</em> é um faroeste com zumbis. Sabemos disso  porque, além de estar escrito na orelha do livro (assinada por Daniel  Galera, outro concorrente da Copa), o fato é pincelado ao longo da  narrativa antes das criaturas aparecerem (e elas demoram). A presença  dos zumbis nem é tão importante assim, mas é parte do espírito que rege o  livro.</p>
<p>A história, resumidamente, é a de um velho mexicano solitário e  alcoólatra que escreve a história de Mavrak, cidade do Oeste selvagem  onde viveram seus antepassados. Mavrak é dividida por uma guerra entre  duas famílias: os Marlowe e os Ramirez. Por conta do assassinato de um  dos Ramirez, é designado um xerife para a cidade antes sem lei. Outros  personagens típicos dos antigos <em>westerns</em>, como a cafetina e o dono do <em>saloon</em>, completam a história.</p>
<p>Existe uma clara diferença de estilos entre os momentos atual e  passado na narrativa. No plano de Mavrak, simula-se o digitar de um  bêbado, muda-se a fonte e cria-se um simulacro de estilo, pertencente ao  personagem que no romance escreve a narrativa de Mavrak; como  resultado, tem-se a sensação de que não é o próprio autor que redige  aquelas páginas, mas seu personagem. A história do velho em seu  apartamento é contada em prosa limpa, fluida, mais próxima da de outros  textos de Xerxenesky; arrisco dizer que é esse seu estilo natural, em  oposição àquele simulado.</p>
<p>Porém, o autor tem bom humor e senso de autocrítica suficientes para  brincar com a própria metalinguagem, o que mostra que o rapaz não se  leva a sério — qualidade que pouquíssimos escritores possuem. Isso está  expresso num trecho da página 88, derramado de ironia:</p>
<blockquote><p>“Que idéia péssima! Por que alguém escreveria sobre alguém escrevendo?”</p>
<p>“Eu também acho horrível. Teve algum crítico que resumiu exatamente o  que eu sinto. Ele disse: ‘Metalinguagem é uma doença juvenil’. Enfim.”</p>
<p>Essas abstrações intelectualoides ele deve ter aprendido na  faculdade. De algumas coisas que ele me ensinou na vida eu até gosto,  mas tudo tem limite. Para mim o último grande livro foi <em>Ulisses</em>.</p></blockquote>
<p>Por outro lado, parece que ao escrever <em>Areia nos dentes</em> o  autor teve a intenção de demonstrar tudo o que sabia sobre as técnicas e  o referencial cultural da literatura e do cinema. Como se fosse essa a  sua única oportunidade de mostrar o que sabe. No fim, por excesso de  vontade, acaba-se perdendo o impacto de uma prosa mais limpa e coerente.</p>
<p>Esse excesso é mais patente na primeira metade do romance, em que a  quantidade de referências e o tipo de humor, semelhante às piadas  internas de um grupo de amigos, revelam uma prosa imatura. A segunda  metade é mais séria, com um desenvolvimento de temas literários  clássicos como, por exemplo, o aprofundamento das questões entre pai e  filho. Os zumbis surgem, então, para revelar a complexidade dos  personagens do romance. Quanto mais nos aproximamos do desfecho, mais  vemos qualidades no autor que Antônio Xerxenesky pode se tornar em seus  próximos livros.</p>
<p>***</p>
<p>Falar dos clichês e lugares-comuns de <em>O vencedor está só</em>, de  Paulo Coelho, é uma tentação que procuro evitar enquanto escrevo esta  resenha, porque isso já foi feito à exaustão para cada livro que o autor  publicou e por críticos muito mais talentosos do que eu. Por outro  lado, esse tipo de resenha não seria mais que um exercício de  perseguição a um autor já bastante malhado. Além disso, seria injusto,  pois muitos autores de que gosto e que recomendo, como Nick Hornby,  escrevem textos cheios de clichês e lugares-comuns, sem deixar de  entreter.</p>
<p>O clichê, por si, não é algo abominável. E entretenimento não é  sinônimo de falta de qualidade. No cinema, Chaplin utilizou diversos  clichês do teatro e compôs personagens caricaturais, mas entreteve as  massas. Sua qualidade é inquestionável, sua visão crítica da sociedade  americana da primeira metade do século XX é feroz e, acima de tudo, ele é  divertidíssimo. Na literatura não é diferente.</p>
<p>Por outro lado, quero ressaltar alguns pontos sobre os quais escolhi refletir depois de ler o prefácio de <em>O vencedor está só</em>, escrito pelo próprio autor e reproduzido abaixo:</p>
<blockquote><p><strong>O retrato</strong></p>
<p>No momento em que termino de escrever estas páginas, existem vários  ditadores no poder. Um país do Oriente Médio foi invadido pela única  superpotência mundial. Os terroristas estão ganhando cada vez mais  adeptos. Os fundamentalistas cristãos são capazes de eleger presidentes.  A busca espiritual é manipulada por várias seitas que alegam deter o  “conhecimento absoluto”. Cidades inteiras são riscadas do mapa pela  fúria da natureza. O poder do mundo inteiro está concentrado nas mãos de  seis mil pessoas, segundo pesquisa de um reputado intelectual  americano.</p>
<p>Existem milhares de prisioneiros de consciência em todos os  continentes. A tortura volta a ser tolerada como um método de  interrogatório. Os países ricos fecham suas fronteiras. Os países pobres  assistem a um êxodo sem precedentes de seus habitantes em busca do  Eldorado. Os genocídios continuam em pelo menos dois países africanos. O  sistema econômico dá mostras de exaustão, e grandes fortunas começam a  ruir. O trabalho escravo infantil tornou-se uma constante. Centenas de  milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza absoluta. A  proliferação nuclear é aceita como irreversível. Surgem novas doenças.  Antigas doenças ainda não foram controladas.</p>
<p>Mas é este o retrato do mundo em que vivo?</p>
<p>Claro que não. Quando resolvi fotografar minha época, escrevi este livro.</p></blockquote>
<p>A ideia de fotografia, de instante, permeia <em>O vencedor está só</em>:  além dessa menção no fim do prefácio, fotógrafos ilustram a capa do  livro e os títulos dos capítulos se referem a horários específicos do  dia em que se passa a história. Vale lembrar que uma fotografia é a  captura da luz de um quadro num instante. Em todos os capítulos do  romance, porém, há descrições de ações e memórias dos personagens que  escapam ao horário que o capítulo pretende narrar. Fica a sensação de  que a prosa do livro nada tem de fotográfico. Outros autores trabalharam  propostas semelhantes de maneira mais coerente. (Gosto de pensar em <em>Conversa na Sicília</em>, de Elio Vittorini, como um excelente exemplo de “romance enquanto retrato”.)</p>
<p>No mesmo sentido, as digressões constantes do autor não apenas afetam  a ideia formal de retrato mas também atrapalham o fluxo de informação. E  existe um excesso de informação no texto: ficamos sabendo da trajetória  de cada personagem até o dia narrado, o que além de cansativo deixa a  sensação de sabermos demais — principalmente quando voltamos à ideia de  fotografia, pois saber menos sobre a história pregressa das personagens  poderia tornar mais atraente a imagem daquele instante. O excesso de  informação acaba tornando excessivamente didáticas as críticas (na minha  opinião rasas) acerca dos valores da sociedade de consumo representada  pelos personagens inseridos no Festival de Cannes. Muitas conclusões às  quais o leitor poderia chegar a partir da narrativa são explicitadas nas  palavras e julgamentos do narrador; e, quando o narrador não nos diz o  que pensar sobre a situação, os personagens o fazem.</p>
<p>Talvez o sucesso de Paulo Coelho esteja exatamente nesse ponto que  critico com tanta veemência: não há necessidade do leitor pensar ou  interpretar o romance, a interpretação já está dada. Mas para fazer isso  <em>O vencedor está só</em> precisa de quatrocentas páginas, quando a história poderia ser contada de forma muito mais atraente em pouco mais de cem.</p>
<p>Numa fotografia, o quadro que escolhemos  pode ser menos importante e dizer menos sobre a imagem retratada do que  o que deixamos de enquadrar. Da mesma forma, <em>O vencedor está só</em> é um retrato não da época em que vive o autor mas do mundo que o autor é  incapaz de sublimar para ver essa época. Rodeado por celebridades e  pela sua própria celebridade, o autor só enxerga o ponto de vista do  “vencedor”, do excesso. O retrato que pretende fazer, e que a princípio  parece uma crítica sobre um objeto do qual ele quer se afastar, acaba  por se tornar um reflexo do próprio autor.</p>
<p>Incomoda-me inclusive a forma como a escolha do título, <em>O vencedor está só</em>,  referindo-se aos personagens que de alguma forma “venceram” dentro da  concepção em que estão inseridos (acúmulo de fama, dinheiro ou poder),  marca a ótica burguesa do romance. Por sinal, a escolha de retratar o  seu tempo a partir da história dos vencedores remonta a uma ótica  superada sobre o entendimento da sociedade, e famosamente criticada por  Brecht:</p>
<blockquote><p>O jovem Alexandre conquistou a Índia.<br />
Conquistou sozinho?<br />
César bateu os gálicos.<br />
Não tinha ao menos um cozinheiro consigo?<br />
Felipe da Espanha chorou a perda da sua Esquadra.<br />
Só ele chorou?<br />
Frederico II ganhou a guerra dos Sete Anos.<br />
Quem mais ganhou a guerra?</p></blockquote>
<p><em>O vencedor está só</em> não é um atentado à literatura nem é pior  do que a maioria dos livros que se publica. Mas, sem ser um livro  inteiramente ruim, não atingiu as expectativas que eu tenho ao iniciar  uma leitura; assim, tampouco posso me referir a ele como um bom livro.</p>
<p>***</p>
<p>No fim das contas, <em>O vencedor está só</em> e <em>Areia nos dentes</em> têm bastante em comum. São dois livros que parecem romances de autores  iniciantes, com pretensões de demonstrar mais do que é possível ou  adequado dadas as características das histórias contadas. <em>Areia nos dentes</em>, porém, leva vantagem em dois fatores: Xerxenesky é realmente um autor iniciante, e tecnicamente seu romance é mais coerente.</p>
<h3>Vencedor</h3>
<h2>Areia nos dentes</h2>
<p><em>Post scriptum: Passado um mês de eu ter escrito essa crítica, Xerxenesky postou em seu blog <a href="http://blog.antonioxerxenesky.com/?p=120">a história de um capítulo perdido</a>.  Um capítulo meramente explicativo. Pensando bem, e relendo meu artigo, o  capitulo era essencial. Mas tão somente necessário para ser cortado. Se  foi acaso, se foi ato terrorista do Daniel Galera, se foi mancada do  diagramador… foi muito bom. Aquele capítulo, de apenas um parágrafo,  talvez igualasse </em>Areia nos dentes<em> a </em>O vencedor está só<em> na minha leitura. Esse “talvez” não existe e não sou afeito à crítica  genética, o importante é o texto que foi publicado. Enfim, o  privelegiado pelo inexplicável, quiçá chamemos de magia, foi Antônio  Xerxenesky, o vencedor do jogo 2 da Copa de Literatura Brasileira de  2009. Que se cuide seu próximo adversário, quem sabe zumbis apareçam  antes do próximo jogo.</em></p>
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		<title>Divulgação Grupo Glacê</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 14:31:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem Categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cartaz_maio_galcial.jpg"><img class="size-full wp-image-747 aligncenter" title="cartaz_maio_galcial" src="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cartaz_maio_galcial.jpg" alt="" width="226" height="320" /></a></p>
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		<title>Dia da mulher. Homenagem.</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 16:05:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem Categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fernando Torres. Ofereço este vídeo a todas as mulheres. Duas em especial, minha mãe (que me apresentou essa música) e à minha companheira e em breve esposa Fernanda Fiamoncini. E Lennon explica a canção:]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fernando Torres.</p>
<p>Ofereço este vídeo a todas as mulheres. Duas em especial, minha mãe (que me apresentou essa música) e à minha companheira e em breve esposa Fernanda Fiamoncini.</p>
<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6P91_H690z4&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/6P91_H690z4&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<p>
E Lennon explica a canção:<br />
<object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/S5lMxWWK218&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/S5lMxWWK218&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
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		<title>Reutilização de espaços e memória</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 19:14:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem Categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Criaram uma biblioteca onde foi o Carandirú. Uma biblioteca descolada. O DOI-CODI hoje é um museu. Reinstalaram o portal de Auschwitz com a inscrição &#8220;O trabalho liberta&#8221;, ali colocada pela primeira vez pelos nazistas. Eu não preciso ressaltar, mas faço por amor à oratória, que a sede DOI-CODI e a Casa de Detenção do Carandirú [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Criaram uma biblioteca onde foi o Carandirú. Uma biblioteca descolada. O DOI-CODI hoje é um museu. Reinstalaram o portal de Auschwitz com a inscrição &#8220;O trabalho liberta&#8221;, ali colocada pela primeira vez pelos nazistas.</p>
<p>Eu não preciso ressaltar, mas faço por amor à oratória, que a sede DOI-CODI e a Casa de Detenção do Carandirú são, dentro proporções de gigantesca diferença, locais vergonhosos o suficientes para serem considerado nossa Auschwitz.</p>
<p>Dizem, que quando o primeiro general (ou outro oficial de alta patente) entrou no mais famoso campo de concentração nazista, ele deu ordens expressas para que absolutamente nada fosse destruído, bem como ordenou que cada soldado com uma câmera registrasse os horrores encontrados.</p>
<p>Da mesma forma o escritor Italiano (e judeu) Primo Levi, que foi prisioneiro em tal lugar, dedicou quase que toda sua produção e relembrar os horrores vividos ali.</p>
<p>Esses dois fatos relembram a necessidade de cuidarmos da história, por mais dura que ela seja, para rememorarmos nossos erros, nossas omissões, nossa capacidade humana de executar atos horrendos, para a partir dessa memória, possamos evitar sua repetição. Dizem que ao ordenar o genocído dos judeus, Adolf Hitler citou o descaso histórico com o genocídio armênio. Precisamos preservar nossos horrores, rememora-los para não repeti-los. E exatamente por isso reinstalaram a inscrição que havia sido furtada. Exatamente por isso que Auschwitz está preservada.</p>
<p>Quando propuseram um Museu onde um dia foi o DOI-CODI, lugar que foi relatado como sede de torturas e assassinatos, foi tomada uma decisão corajosa: preservariam ali a memória vergonhosa dos anos de chumbo de nossa ditadura. As celas dos porões não mentem, a arte ali instalada é intrusa, como se essa fosse a resposta possível que podemos dar. Deixando claro que a instalação é uma resposta à vergonha que representa o lugar.</p>
<p>Por fim temos o Carandirú. Nossa Auschwitz, nossa Guantánamo. Local em que cada um dos Direitos Humanos foi rasgados reiteradamente. Palco do massacre de 111 presos (números oficiais) e tantas outras execuções extraoficiais.</p>
<p>Temos vergonha do Carandirú e por isso foi construído o Parque do Povo. Queremos esquecer o Carandirú e por isso se construiu ali uma biblioteca &#8220;descolada&#8221;. Parece que querem apagar a história e para agradar a intelectualidade, fizeram ali uma biblioteca. Um local agradável que não nos lembrará jamais de um presídio.</p>
<p>A história continua sendo escrita pelos vencedores, e nesse caso, eles querem esquecer.</p>
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		<title>Notas Breves sobre Daniel Alárcon</title>
		<link>http://arlequinal.com.br/2010/01/19/notas-breves-sobre-daniel-alarcon/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Jan 2010 12:19:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de F. L. Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem Categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fernando Torres. Conheci a obra de Daniel Alarcón  na primeira edição brasileira  da  revista Granta. Embora ele tenha sido escolhido entre os principais escritores norteamericanos jovens, é importante dizer que é Peruano e vive desde a infância nos Estados Unidos. Os textos de Daniel Alarcón são marcados pela tradição literária norteamericana, porém seus temas são prioritariamente voltados para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fernando Torres.</p>
<p><img class="alignleft" style="margin: 3px;" title="Alarcon" src="http://www.bestyoungnovelists.com/dyn/1172829357949.jpeg" alt="" width="245" height="199" /></p>
<p>Conheci a obra de Daniel Alarcón  na primeira edição brasileira  da  revista Granta. Embora ele tenha sido escolhido entre os principais escritores norteamericanos jovens, é importante dizer que é Peruano e vive desde a infância nos Estados Unidos.</p>
<p>Os textos de Daniel Alarcón são marcados pela tradição literária norteamericana, porém seus temas são prioritariamente voltados para a vivência do povo latino americano. Contrariamente aos autores &#8220;afegãos radicados no Estados Unidos&#8221; Alarcón faz questão de não se aculturar. Está em seu texto a pobreza das favelas, as guerras civis, as agitações populares, a opressão dos regimes ditatoriais.</p>
<p>Seu primeiro livro &#8220;War By a Candlelight&#8221;, traz contos de impacto. Um verdadeiro manual da vivência da latinidade (ou sul-latinidade, se posso colocar nesses termos) sem os clichês de quem vê essa realidade de fora. Não é pitoresco ou picaresco. Cada conto é um soco, direto e seco.</p>
<p><img class="alignleft" style="margin: 3px;" title="Radio cidade perdida" src="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/Radio_cidade_perdida.jpg" alt="" width="161" height="241" />O livro que se segue &#8220;Radio cidade Perdida&#8221; é uma história de personagens  marginalizados pela guerra civil e por um regime ditatorial. O País não tem nome, é a américa latina em sentido amplo. As histórias de opressão e resistência que permeiam o romance são comuns a todos os países que viveram regimes ditatoriais na segunda metade do século XX. O país sem nome alí tratado pode ser lido como se fosse, inclusive, o Brasil. &#8220;Rádio Cidade Perdida&#8221; é um 1984 sulamericamo, e nos veste com mais perfeição que a visão anglosaxã de Orwell.</p>
<p>Alárcon ainda tem uma carreira literária a cumprir, mas pelo que demonstrou até agora, poderá em um futuro ainda distante se comparar aos grandes escritores latinoamericanos.</p>
<p><strong>Granta Vol. 1<br />
<span style="font-weight: normal;">Editora: Alfaguara Brasil<br />
</span><span style="font-weight: normal;">ISBN: 8560281304 </span></strong></p>
<p><strong>Radio Cidade Perdida<br />
<span style="font-weight: normal;">Coleção: SAFRA XXI<br />
Autor:  DANIEL ALARCON<br />
Tradutor:  LEA VIVEIROS DE CASTRO<br />
Editora: ROCCO<br />
ISBN: 8532522599<br />
1ª Edição &#8211; 2007</span></strong></p>
<p><strong>War By Candlelight</strong><br />
Autor: DANIEL ALARCON<br />
Editora: HARPER USA<br />
ISBN: 0060594802<br />
Livro em inglês<br />
1ª Edição &#8211; 2006</p>
<p>Não se esqueçam de participar da Promoção do Arlequinal para meu livro &#8220;Estudos sobre a Leveza&#8221;. <a href="http://arlequinal.com.br/2010/01/18/novidades-e-promocao-estudos-sobre-a-leveza/">Veja Aqui</a>.</p>
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