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	<title>Arlequinal &#187; Literatura</title>
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	<description>Cultural e Coletivo</description>
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		<title>Livros de Humanas</title>
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		<pubDate>Tue, 22 May 2012 00:31:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fernando Torres, &#160; Em apoio ao Blog Livros de Humanas, disponibilizo aqui meu livro Estudos Sobre a_Leveza, publicado em 2010 e cujos Direitos Autorais pertencem somente a mim. Eu convido outros escritores a fazerem o mesmo. O Blog Livros  de Humanas foi tirado do ar por seu criador, em em cumprimento de ordem judicial emanada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fernando Torres,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em apoio ao Blog Livros de Humanas, disponibilizo aqui meu livro <a href="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2012/05/estudos_leveza_040110.pdf">Estudos Sobre a_Leveza</a>, publicado em 2010 e cujos Direitos Autorais pertencem somente a mim. Eu convido outros escritores a fazerem o mesmo.</p>
<p>O Blog Livros  de Humanas foi tirado do ar por seu criador, em em cumprimento de ordem judicial emanada em processo judicial movido pela ABDR.</p>
<p>Já manifestaram seu apoio à manutenção do Blog nomes como Ricardo Lísias, Eduardo Sterzi e Neil Gaiman.</p>
<p>#FreeLivrosdeHumanas</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Detalhes fazem a ideologia</title>
		<link>http://arlequinal.com.br/2012/03/25/detalhes-fazem-a-ideologia/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Mar 2012 00:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de F. L. Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[de Fernando de F. L. Torres. Hoje um texto de Leyla Perrone-Moises publicado na Ilustríssima, caderno da Folha de S. Paulo chamou a atenção dos entusiastas literatura brasileira (leia aqui). Em suma o texto descreve o que chama de &#8220;Escritor Exigente&#8221;, sendo eles em sua maioria ligados à vida acadêmica, que obrigariam seus leitores (poucos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>de Fernando de F. L. Torres.</p>
<p>Hoje um texto de Leyla Perrone-Moises publicado na Ilustríssima, caderno da Folha de S. Paulo chamou a atenção dos entusiastas literatura brasileira (<a href="http://sergyovitro.blogspot.com.br/2012/03/literatura-exigente-leyla-perrone.html" target="_blank">leia aqui</a>). Em suma o texto descreve o que chama de &#8220;Escritor Exigente&#8221;, sendo eles em sua maioria ligados à vida acadêmica, que obrigariam seus leitores (poucos, na opinião do texto) a uma erudição incompatível ao entretenimento. Não importa se eu gostei ou não dos livros que ali são descritos.</p>
<p>Mas me impressionou outra coisa. Hoje, no mesmo dia, a jornalista cultural Raquel Cozer assina a reportagem que traz um perfil de Luciana Villas-Boas (<a href="http://www1.folha.uol.com.br/serafina/1066576-apos-deixar-record-luciana-villas-boas-inaugura-agencia-literaria.shtml" target="_blank">leia aqui</a>), na Revista Serafina do mesmo jornal, em que a personagem declara &#8221;<em>Em geral, os estrangeiros acham a literatura feita aqui cabeça demais</em>&#8220;. Não acho que a Raquel, seja responsável pela &#8220;tendência ideológica&#8221; que eu vejo se apresentar na Folha de S. Paulo este domingo. Tampouco creio que ela concorde com estas posições. Mas seria ingenuidade minha acreditar que a jornalista não tenha percebido a mensagem ser propagada em ambos suplementos. Dentro dos interesses corporativos o jornal de hoje mostra claramente uma ideologia que está sendo construída e propagada.</p>
<p>Vamos rever alguns fatores: investimento estrangeiro nas principais editoras nacionais, entrada de selos, a proximidade da próxima Feira de Frankfurt (Brasil recebendo atenção que nunca recebera antes)&#8230;</p>
<p>Nesses pequenos detalhes se faz uma ideologia. Um artigo aqui, uma citação ali e começam a se formarem opiniões. Ninguém está inventando a roda. A tradição de erudição também é uma ideologia que foi implementada aos poucos na literatura brasileira.</p>
<p>Lembremos do primeiro parágrafo de Memórias Póstumas de Brás Cubas:</p>
<p style="padding-left: 60px;">&#8220;<em>Que Stendhal confessasse haver escrito um de seus livros para cem leitores, coisa é que admira e consterna. O que não admira, nem provavelmente consternará é se este outro livro não tiver os cem leitores de Stendhal, nem cinqüenta, nem vinte e, quando muito, dez. Dez? Talvez cinco. Trata-se, na verdade, de uma obra difusa, na qual eu, Brás Cubas, se adotei a forma livre de um Sterne, ou de um Xavier de Maistre, não sei se lhe meti algumas rabugens de pessimismo. Pode ser. Obra de finado. Escrevi-a com a pena da galhofa e a tinta da melancolia, e não é difícil antever o que poderá sair desse conúbio. Acresce que a gente grave achará no livro umas aparências de puro romance, ao passo que a gente frívola não achará nele o seu romance usual; ei-lo aí fica privado da estima dos graves e do amor dos frívolos, que são as duas colunas máximas da opinião.</em>&#8220;</p>
<p>Eu consigo pescar uma boa meia dúzia de referências neste parágrafo. Vejo também uma apresentação de um novo tipo de literatura. Vejo exatamente o início da literatura que agora o texto de Perrone-Moisés faz sua crítica. Não quero entrar em pormenores de que ela estaria detonando Machado, sua tradição, tal e coisa. Mas está neste primeiro parágrafo a semente daquilo que se tornou a literatura do &#8220;Autor Exigente&#8221;.</p>
<p>Graciliano Ramos também estabeleceu no início de seu romance S. Bernardo:</p>
<p style="padding-left: 60px;">&#8220;<em>Antes de iniciar este livro, imaginei construí-lo pela divisão do trabalho.</em>&#8220;</p>
<p>Dois detalhes óbvios que tanto já foram discutidos. O livro se chama &#8220;S. Bernardo&#8221; e não &#8220;São Bernardo&#8221;, e a declaração que remete diretamente à ideologia marxista logo na primeira linha. São elementos de uma ideologia, são elementos de uma proposta para literatura brasileira.</p>
<p>São dois autores essenciais e que introduziram o viés ideológico por sua literatura. Um estudioso das obras fariam paralelos com outros textos publicados pelos autores em jornais e outros periódicos, com outros autores de seus tempos.</p>
<p>Não quero, porém, defender qualquer um dos &#8220;Autores Exigentes&#8221;. Mas precisamos ressaltar que eles são produtos de nosso tempo, não são uma aparição isolada na literatura brasileira, conversam com Rushdie, David Foster Wallace? Recebem a tradição de Raduan Nassar? Cada qual terá seus modelos e não estão sozinhos. Mas agora interessa vender a literatura brasileira. Precisamos transformar nossos escritores em objeto de consumo para o exterior. É isto que a Folha de São Paulo disse hoje. Não mais, não menos. E assim está sendo construída uma nova ideologia para nossa literatura.</p>
<p>Não sei qual será o resultado. Se for o pluralismo, um tanto melhor.</p>
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		<title>Entre trangressões, resistência e literatura</title>
		<link>http://arlequinal.com.br/2011/12/16/entre-transgressoes-resistencia-e-literatura/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 23:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de F. L. Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fernando de F. L . Torres, Não é incomum que eu escreva neste espaço para comentar posts de outros escritores ou notícias sobre literatura. Hoje não é diferente. Escrevo para comentar o texto da Carol Bensimon &#8220;A Maior das Transgressões&#8221;, publicado no Blog da Companhia das Letras. A Carol é autora de dois livros que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fernando de F. L . Torres,</p>
<p>Não é incomum que eu escreva neste espaço para comentar posts de outros escritores ou notícias sobre literatura. Hoje não é diferente. Escrevo para comentar o texto da<a href="http://www.blogdacompanhia.com.br/2011/12/a-maior-das-transgressoes/"> Carol Bensimon &#8220;A Maior das Transgressões&#8221;, publicado no Blog da Companhia das Letras</a>.</p>
<p>A Carol é autora de dois livros que gosto muito: &#8220;Pó de Parede&#8221; (Não Editora) e &#8220;Sinuca embaixo d&#8217;água&#8221; (Cia. das Letras). São livros bem escritos e de impecável técnica literária. Fica claro que a escritora tem uma relação de amor à literatura. Encontrei-a duas vezes aqui em São Paulo, uma vez no lançamento de seu livro e outra em um evento literário. Não conversamos muito.</p>
<p>Por essas e outras acompanho o que ela escreve no Blog da editora que a publica com relativa atenção. (Nem todos autores que ali escrevem me chamam a atenção, o que é natural.) E achei esse seu último texto muito bonito. É uma declaração de amor a uma causa, embora eu não concorde inteiramente com suas premissas.</p>
<p>A Carol fala que literatura é trangressão e faz a crítica aos valores estabelecidos. Minha visão é ligeralmente diferente, para mim a literatura é resistência, pois estimula a reflexão em uma sociedade cujo valor é a alienação. Acho que isso decorre de uma premissa diversa que tenho. Ela coloca como se se nossa geração estivesse em um processo de superficialização e alienação. Não concordo. Na geração de meus pais, a maioria dos jovens não liam, não tinham posição política clara, ou mesmo, eram favoráveis ao hediondo regime militar. A maioria dos jovens da geração de meus pais não foi presa. Nem todo jovem daquela geração era hippie, poucos entendiam ou sabiam o que era contra-cultura.</p>
<p>Nós cultuamos uma ilusão. Assim como o Flaneur do romantismo, assim como qualquer tipologia de artista que podemos conceber ou lembrar é um tipo marginalizado. A Paris de Hemmingway, Picasso, Capa, Dali etc. não é necessariamente a Paris daquela época. Aliás, tomamos o registro da vida de um grupo como se fosse a vida de todos. Escrever, consciênte do papel do escritor na sociedade, é resistência pois este, em vida, é relegado ao papel marginal.</p>
<p> E olhando assim, me vejo ainda mais romântico que a própria Carol. O papel do escritor como seu próprio herói, deslocado da sociedade ou de si mesmo.  E paradoxalmente, quanto mais escrevo me afasto e me aproximo deste herói. Salvo minha vida, mas me condeno ao exílio. Por amor? Sim. Não pela literatura, mas pelo paradoxo.</p>
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		<title>Muitos Livros</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 23:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de F. L. Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fernando de F. L. Torres, Acabo de ler o excelente post que Talita Camargo escreveu sobre a saturação do mercado literário. Posso dizer que concordo em parte. Definitivamente não somos um país de leitores, os escritores de ficção dos mais diversos gêneros reclamam que não são lidos. Existem exceções. E têm gente, inclusive, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fernando de F. L. Torres,</p>
<p>Acabo de ler o <a href="http://nomundoeditorial.blogspot.com/2011/12/mercado-editorial-um-grito-de-alerta.html" target="_blank">excelente post que Talita Camargo escreveu sobre a saturação do mercado literário</a>. Posso dizer que concordo em parte. Definitivamente não somos um país de leitores, os escritores de ficção dos mais diversos gêneros reclamam que não são lidos. Existem exceções. E têm gente, inclusive, que clama viver de literatura, escrevendo.</p>
<p>Reclamamos que o livro é caro, que não há divulgação, que não existe mais crítica independente, que&#8230; enfim reclamamos demais. Mas se formos em qualquer final de semana às principais livrarias da cidade de São Paulo, elas estarão lotadas e com filas nos caixas. Agora na época de natal será um verdadeiro martírio e ficaremos em dúvida se não era melhor ir à 25 de março comprar umas lembrancinhas.</p>
<p>Existem dois fatos muito interessantes envolvidos nisso. Primeiro é o mercado que se auto alimenta. Alguns poucos livros têm tiragem que ultrapassam as milhões de cópias, outros que chegam às centenas de milhares. A grande maioria dos livros não ultrapassam a marca de três mil exemplares.  Ou seja, as pessoas estão todas lendo os mesmos três ou quatro livros. Algumas editoras apostam suas fichas em encontrar esse novo recordista de vendas. Mas o mais preocupante é que algumas editoras vendem ao autor, literalmente vendem, o sonho de ser o próximo a aparecer na lista dos mais vendidos. Assim o mercado fica saturado de obras medianas e ruins.  </p>
<p>O segundo fato é que virou chique presentar os outros com livros. As vezes me parece que as pessoa compram mais livros para os outros que para si. E quem ganha o livro nem sempre os lê, por falta de interesse no título especícico ou em simplesmente em ler. Assim, o livro se tornou um artigo de decoração. O objeto livro tem uma função na sociedade que se afasta de sua concepção pelos autores (com exceções, é claro).</p>
<p>Não me preocupa a existência de uma bolha de mercado prestes a estourar. Me preocupa o sucateamento de nosso mercado literário em que o conteúdo não interessa mais. Assim bons textos estão se perdendo no mar de títulos e bons escritores talvez não cheguem a ser conhecidos. Meu temor é que estejamos perdendo a oportunidade pescar grandes talentos, pois seu livro está na baciada e não chegará aos leitores. Talvez seu lugar seja não lido em uma prateleira, se a capa for bonita.</p>
<p>Não faço previsões para o futuro da literatura brasileira. Mas sou pessimista. Identifico muitas de minha opiniões no texto de Bernardo Carvalho para a Piauí &#8220;<a href="http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-62/questoes-de-literatura-e-propriedade/em-defesa-da-obra" target="_blank">em defesa da obra</a>&#8220;.</p>
<p>A minha esperança e medo é que as tendências de moda e decoração  mudem e os livros deixem de ter um triste destino de permanecer intocado na prateleira. A bolha vai estourar se isso acontecer? Sim. Mas o conteúdo voltará ao seu devido lugar: o destaque.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Convites: Lançamento MM e Alex Castro (Atualizado)</title>
		<link>http://arlequinal.com.br/2011/10/13/convite-lancamento-mm/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 Oct 2011 13:55:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fernando de F. L. Torres, Deste Livro eu participo. &#160; &#160; Este divulgo para um amigo: &#160;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fernando de F. L. Torres,</p>
<p>Deste Livro eu participo.</p>
<p><a href="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2011/10/convite-email-20H00.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-981" title="convite - email - 20H00" src="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2011/10/convite-email-20H00.jpg" alt="" width="600" height="666" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este divulgo para um amigo:</p>
<p><a href="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Alex_convite.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-988" title="Alex_convite" src="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Alex_convite.jpg" alt="" width="500" height="354" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Lançamento: Dentes Negros &#8211; André de Leones</title>
		<link>http://arlequinal.com.br/2011/10/03/lancamento-dentes-negros-andre-de-leones/</link>
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		<pubDate>Tue, 04 Oct 2011 00:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fernando de F. L. Torres, Na quinta-feira da próxima semana, dia 06/10,  André de Leones lança seu novo romance &#8220;Dentes negros&#8221;. O coquetel será na Livraria da Vila, na Fradique Coutinho 915, a partir das 18:30hs (e até as 21:30hs).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fernando de F. L. Torres,</p>
<div>Na quinta-feira da próxima semana, dia 06/10,  André de Leones lança seu novo romance &#8220;Dentes negros&#8221;.</div>
<div>O coquetel será na Livraria da Vila, na Fradique Coutinho 915, a partir das 18:30hs (e até as 21:30hs).</div>
<div><a href="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2011/10/dentesconvite.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-969" title="dentesconvite" src="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2011/10/dentesconvite-1024x706.jpg" alt="" width="717" height="494" /></a></div>
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		<title>Um livro para não resenhar</title>
		<link>http://arlequinal.com.br/2011/05/06/um-livro-para-nao-resenhar/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 May 2011 16:56:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de F. L. Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fernando de F. L. Torres, Tenho a mania de comparecer à lançamentos de livros, pegar minha dedicatória e esperar algum tempo para ler o livro. Geralmente, gosto de deixar o livro repousar na estante até um momento de encontro. Creio que quem lê sem muita organização se identifica com essa minha mania, os livros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fernando de F. L. Torres,</p>
<p><img class="alignleft" style="margin: 2px;" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/10/linguagem-de-sinais.jpg" alt="" width="208" height="312" /></p>
<p>Tenho a mania de comparecer à lançamentos de livros, pegar minha dedicatória e esperar algum tempo para ler o livro. Geralmente, gosto de deixar o livro repousar na estante até um momento de encontro. Creio que quem lê sem muita organização se identifica com essa minha mania, os livros devem te atrair em um momento específico.</p>
<p>Ontem, peguei o livro <em>Linguagem de Sinais</em>, de Luiz Schwarcz que repousava ali depois de ter passado pelas mãos de meu pai.</p>
<p>Ao ler os contos tive uma sensação diferente. Gosto de livros que não demonstram especial pretensão por parte de seu autor. Cada vez mais raro, uma vez que a desprentesão é uma das  maiores pretensões dos escritores atuais. Gostei do livro, mas fiquei pensando que este livro tem uma forma especial de despretensão, a verdadeira.</p>
<p>Luiz escreve contos elegantes em tom confessional (não sei quanto de confissão real há neles) de histórias cotidianas e sensíveis.  Claro que impossível dissociá-los das crônicas do Editor (ora autor) da Cia. das Letras em seu<a href="http://www.blogdacompanhia.com.br/category/colunistas/luiz-schwarcz/" target="_blank"> blog</a>.</p>
<p>O livro não tenta (ou pelo menos não aparenta) provar nenhum ponto, não faz nenhuma ousadia formal. É apenas um livro para se ler com calma, degustar. Não cabe à leitura maiores análises críticas e, pouco à pouco, para quem já está acostumado a &#8220;ler como escritor&#8221; (o que quer que isso queira dizer), o livro se torna um exercício de leitura por prazer puro.</p>
<p>Voltei a ler sem o rigor estético que eu lia anos atrás. Deixei de lado &#8220;o prazer de especialista&#8221; (que não sou) para ler com o prazer que eu tinha antes das minhas pretensões literárias. Lembrei do prazer que tive nos primeiros contos que escrevi, quando publicar um livro era um sonho longínquo, muito antes das Copas de Literatura e Arlequinais.</p>
<p>Engraçado que ao terminar o livro não tive vontade de dissecá-lo,  nem de escrever uma resenha, ou correr à livraria comprar todos os escritos do autor para aprender com o mestre. A vontade que tive foi de voltar à contar histórias. Quando deixei de ter vontade de contar histórias para fazer exercícios estilísticos?</p>
<p>Existe um crítico (que não mencionarei o nome para não lhe dar mais ibope) que rejeita o romanesco. Aliás o problema de todos os escritores brasileiros vivos, segundo ele, é não se afastar do romanesco. Mas que mal há nisso? O romanesco já não foi desconstruído? Essa vanguarda já está toda morta e enterrada. São mestres, mas copiá-los não seria mimetização sem intencionalidade? Escolho contar mais histórias e fazer menos exercícios.</p>
<p>O mérito do livro de Luis Schwarcz é exatamente esse, alguém que pode tudo (afinal, está à frente de uma das principais editoras do país), escolhe o ofício de contar histórias. E nada mais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Declarações de amor</title>
		<link>http://arlequinal.com.br/2011/05/04/declaracoes-de-amor/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 May 2011 17:38:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Editorial. Vou te contar Os olhos já não podem ver Coisas que só o coração pode entender Fundamental é mesmo o amor É impossível ser feliz sozinho&#8230; - Tom Jobim. Sozinho é a única possibilidade da literatura. Se for preciso renunciarei a ela.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Editorial.</p>
<p style="text-align: right;"><em>Vou te contar</em><br />
<em>Os olhos já não podem ver</em><br />
<em>Coisas que só o coração pode entender</em><br />
<em>Fundamental é mesmo o amor</em><br />
<em>É impossível ser feliz sozinho&#8230;</em></p>
<p style="text-align: right;">- Tom Jobim.</p>
<p style="text-align: left;">Sozinho é a única possibilidade da literatura. Se for preciso renunciarei a ela.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Moacyr Scliar</title>
		<link>http://arlequinal.com.br/2011/02/28/moacyr-scliar/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Feb 2011 12:14:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes Plásticas]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fernando de F. L. Torres Estive com Moacyr Scliar quando tinha não mais que 8 ou 9 anos. Em um evento da escola em que estudei ele autografou o livro Navio das Cores, que muito havia me impressionado pelas pinturas de Lasar Segall. Lembro de Scliar ter sido carinhoso comigo.  Não lembro muito mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fernando de F. L. Torres</p>
<p><a href="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2011/02/208465_4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-927" title="208465_4" src="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2011/02/208465_4.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a></p>
<p>Estive com Moacyr Scliar quando tinha não mais que 8 ou 9 anos. Em um evento da escola em que estudei ele autografou o livro Navio das Cores, que muito havia me impressionado pelas pinturas de Lasar Segall.</p>
<p>Lembro de Scliar ter sido carinhoso comigo.  Não lembro muito mais que isso. Já mais velho, sempre li seus textos na Folha de São Paulo com especial atenção.</p>
<p>Navio das Cores é um dos livros essenciais da minha formação. Talvez eu ainda entenda arte sobre o prisma infantil de quem se impressionou com este livro.</p>
<p>Fica aqui minha homenagem ao autor.</p>
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		<title>O problema das Academias de Arte</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Jan 2011 13:40:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes Plásticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fernando de F. L. Torres, É chegada a época das nomeações do prêmio popularmente conhecido com Oscar. Porém, o prêmio oficialmente atende pela alcunha de Academy Awards, ou seja, o prêmio da Academia. Mas eu me pergunto: que significa uma academia de artes? Não quero entrar no mérito da nossa mais conhecida academia de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fernando de F. L. Torres,</p>
<p><img class="alignleft" style="margin: 3px;" title="Academy Awards" src="http://rodrigojames.com/wp-content/uploads/2010/03/oscar-1.jpg" alt="" width="240" height="240" /></p>
<p>É chegada a época das nomeações do prêmio popularmente conhecido com Oscar. Porém, o prêmio oficialmente atende pela alcunha de Academy Awards, ou seja, o prêmio da Academia. Mas eu me pergunto: que significa uma academia de artes?</p>
<p>Não quero entrar no mérito da nossa mais conhecida academia de artes no Brasil ser a de Letras, com seus escritores de nenhuma relevância para nossa literatura.</p>
<p>Quero questionar: o que é e para que serve uma Academia de Artes? Os grandes astistas, tal quais Van Gogh nunca tiveram aceitação das academias de artes. Aliás, historicamente as academias rejeitaram a vanguarda sistematicamente.</p>
<p>A Academia que organiza o Oscar não é diferente. Sistematicamente seus membros escolhem filmes que representam a manutenção do enlatamento da indústria cinematográfica norteamericana (com raras exceções) .  Que eu me lembre, o filme estrangeiro mais premiado nos últimos 20 anos foi &#8220;A vida é bela&#8221;, que é uma exaltação aos valores cinematográficos de Hollywood.</p>
<p>Não acho todo o cinema norteamericano reprovável. Existem bons profissionais comprometido com bons filmes e alguns raros comprometidos com a vanguarda. Do Festival de Sundance eventualmente surge filme interessantes e pessoas como Charlie Kauffman ainda existem. Mas em sua imensa maioria, o enlatamento impera nos filmes.</p>
<p>O Oscar dificilmente premiará o excelente &#8220;O Mágico&#8221; como melhor animação, como não premiou Fernanda Montenegro quando teve oportunidade. O prêmio de Javier Barden, se vier, terá o mesmo valor que o Cristian Bale, que concorrem mais por serem bonitos que por serem bons atores (um bem mais do que outro).</p>
<p>Sobre esta ou outra Academia de Artes? I&#8217;m not there. Que eles fiquem com suas carecas e com suas exaltações, que eu fico com minha vanguarda e com minha juventude.</p>
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