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	<title>Arlequinal &#187; Literatura</title>
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	<description>Cultural e Coletivo</description>
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		<title>Entre trangressões, resistência e literatura</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 23:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de F. L. Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fernando de F. L . Torres, Não é incomum que eu escreva neste espaço para comentar posts de outros escritores ou notícias sobre literatura. Hoje não é diferente. Escrevo para comentar o texto da Carol Bensimon &#8220;A Maior das Transgressões&#8221;, publicado no Blog da Companhia das Letras. A Carol é autora de dois livros que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fernando de F. L . Torres,</p>
<p>Não é incomum que eu escreva neste espaço para comentar posts de outros escritores ou notícias sobre literatura. Hoje não é diferente. Escrevo para comentar o texto da<a href="http://www.blogdacompanhia.com.br/2011/12/a-maior-das-transgressoes/"> Carol Bensimon &#8220;A Maior das Transgressões&#8221;, publicado no Blog da Companhia das Letras</a>.</p>
<p>A Carol é autora de dois livros que gosto muito: &#8220;Pó de Parede&#8221; (Não Editora) e &#8220;Sinuca embaixo d&#8217;água&#8221; (Cia. das Letras). São livros bem escritos e de impecável técnica literária. Fica claro que a escritora tem uma relação de amor à literatura. Encontrei-a duas vezes aqui em São Paulo, uma vez no lançamento de seu livro e outra em um evento literário. Não conversamos muito.</p>
<p>Por essas e outras acompanho o que ela escreve no Blog da editora que a publica com relativa atenção. (Nem todos autores que ali escrevem me chamam a atenção, o que é natural.) E achei esse seu último texto muito bonito. É uma declaração de amor a uma causa, embora eu não concorde inteiramente com suas premissas.</p>
<p>A Carol fala que literatura é trangressão e faz a crítica aos valores estabelecidos. Minha visão é ligeralmente diferente, para mim a literatura é resistência, pois estimula a reflexão em uma sociedade cujo valor é a alienação. Acho que isso decorre de uma premissa diversa que tenho. Ela coloca como se se nossa geração estivesse em um processo de superficialização e alienação. Não concordo. Na geração de meus pais, a maioria dos jovens não liam, não tinham posição política clara, ou mesmo, eram favoráveis ao hediondo regime militar. A maioria dos jovens da geração de meus pais não foi presa. Nem todo jovem daquela geração era hippie, poucos entendiam ou sabiam o que era contra-cultura.</p>
<p>Nós cultuamos uma ilusão. Assim como o Flaneur do romantismo, assim como qualquer tipologia de artista que podemos conceber ou lembrar é um tipo marginalizado. A Paris de Hemmingway, Picasso, Capa, Dali etc. não é necessariamente a Paris daquela época. Aliás, tomamos o registro da vida de um grupo como se fosse a vida de todos. Escrever, consciênte do papel do escritor na sociedade, é resistência pois este, em vida, é relegado ao papel marginal.</p>
<p> E olhando assim, me vejo ainda mais romântico que a própria Carol. O papel do escritor como seu próprio herói, deslocado da sociedade ou de si mesmo.  E paradoxalmente, quanto mais escrevo me afasto e me aproximo deste herói. Salvo minha vida, mas me condeno ao exílio. Por amor? Sim. Não pela literatura, mas pelo paradoxo.</p>
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		<title>Muitos Livros</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 23:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de F. L. Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fernando de F. L. Torres, Acabo de ler o excelente post que Talita Camargo escreveu sobre a saturação do mercado literário. Posso dizer que concordo em parte. Definitivamente não somos um país de leitores, os escritores de ficção dos mais diversos gêneros reclamam que não são lidos. Existem exceções. E têm gente, inclusive, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fernando de F. L. Torres,</p>
<p>Acabo de ler o <a href="http://nomundoeditorial.blogspot.com/2011/12/mercado-editorial-um-grito-de-alerta.html" target="_blank">excelente post que Talita Camargo escreveu sobre a saturação do mercado literário</a>. Posso dizer que concordo em parte. Definitivamente não somos um país de leitores, os escritores de ficção dos mais diversos gêneros reclamam que não são lidos. Existem exceções. E têm gente, inclusive, que clama viver de literatura, escrevendo.</p>
<p>Reclamamos que o livro é caro, que não há divulgação, que não existe mais crítica independente, que&#8230; enfim reclamamos demais. Mas se formos em qualquer final de semana às principais livrarias da cidade de São Paulo, elas estarão lotadas e com filas nos caixas. Agora na época de natal será um verdadeiro martírio e ficaremos em dúvida se não era melhor ir à 25 de março comprar umas lembrancinhas.</p>
<p>Existem dois fatos muito interessantes envolvidos nisso. Primeiro é o mercado que se auto alimenta. Alguns poucos livros têm tiragem que ultrapassam as milhões de cópias, outros que chegam às centenas de milhares. A grande maioria dos livros não ultrapassam a marca de três mil exemplares.  Ou seja, as pessoas estão todas lendo os mesmos três ou quatro livros. Algumas editoras apostam suas fichas em encontrar esse novo recordista de vendas. Mas o mais preocupante é que algumas editoras vendem ao autor, literalmente vendem, o sonho de ser o próximo a aparecer na lista dos mais vendidos. Assim o mercado fica saturado de obras medianas e ruins.  </p>
<p>O segundo fato é que virou chique presentar os outros com livros. As vezes me parece que as pessoa compram mais livros para os outros que para si. E quem ganha o livro nem sempre os lê, por falta de interesse no título especícico ou em simplesmente em ler. Assim, o livro se tornou um artigo de decoração. O objeto livro tem uma função na sociedade que se afasta de sua concepção pelos autores (com exceções, é claro).</p>
<p>Não me preocupa a existência de uma bolha de mercado prestes a estourar. Me preocupa o sucateamento de nosso mercado literário em que o conteúdo não interessa mais. Assim bons textos estão se perdendo no mar de títulos e bons escritores talvez não cheguem a ser conhecidos. Meu temor é que estejamos perdendo a oportunidade pescar grandes talentos, pois seu livro está na baciada e não chegará aos leitores. Talvez seu lugar seja não lido em uma prateleira, se a capa for bonita.</p>
<p>Não faço previsões para o futuro da literatura brasileira. Mas sou pessimista. Identifico muitas de minha opiniões no texto de Bernardo Carvalho para a Piauí &#8220;<a href="http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-62/questoes-de-literatura-e-propriedade/em-defesa-da-obra" target="_blank">em defesa da obra</a>&#8220;.</p>
<p>A minha esperança e medo é que as tendências de moda e decoração  mudem e os livros deixem de ter um triste destino de permanecer intocado na prateleira. A bolha vai estourar se isso acontecer? Sim. Mas o conteúdo voltará ao seu devido lugar: o destaque.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Convites: Lançamento MM e Alex Castro (Atualizado)</title>
		<link>http://arlequinal.com.br/2011/10/13/convite-lancamento-mm/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 Oct 2011 13:55:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fernando de F. L. Torres, Deste Livro eu participo. &#160; &#160; Este divulgo para um amigo: &#160;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fernando de F. L. Torres,</p>
<p>Deste Livro eu participo.</p>
<p><a href="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2011/10/convite-email-20H00.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-981" title="convite - email - 20H00" src="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2011/10/convite-email-20H00.jpg" alt="" width="600" height="666" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este divulgo para um amigo:</p>
<p><a href="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Alex_convite.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-988" title="Alex_convite" src="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Alex_convite.jpg" alt="" width="500" height="354" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Lançamento: Dentes Negros &#8211; André de Leones</title>
		<link>http://arlequinal.com.br/2011/10/03/lancamento-dentes-negros-andre-de-leones/</link>
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		<pubDate>Tue, 04 Oct 2011 00:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fernando de F. L. Torres, Na quinta-feira da próxima semana, dia 06/10,  André de Leones lança seu novo romance &#8220;Dentes negros&#8221;. O coquetel será na Livraria da Vila, na Fradique Coutinho 915, a partir das 18:30hs (e até as 21:30hs).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fernando de F. L. Torres,</p>
<div>Na quinta-feira da próxima semana, dia 06/10,  André de Leones lança seu novo romance &#8220;Dentes negros&#8221;.</div>
<div>O coquetel será na Livraria da Vila, na Fradique Coutinho 915, a partir das 18:30hs (e até as 21:30hs).</div>
<div><a href="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2011/10/dentesconvite.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-969" title="dentesconvite" src="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2011/10/dentesconvite-1024x706.jpg" alt="" width="717" height="494" /></a></div>
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		<title>Um livro para não resenhar</title>
		<link>http://arlequinal.com.br/2011/05/06/um-livro-para-nao-resenhar/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 May 2011 16:56:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de F. L. Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fernando de F. L. Torres, Tenho a mania de comparecer à lançamentos de livros, pegar minha dedicatória e esperar algum tempo para ler o livro. Geralmente, gosto de deixar o livro repousar na estante até um momento de encontro. Creio que quem lê sem muita organização se identifica com essa minha mania, os livros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fernando de F. L. Torres,</p>
<p><img class="alignleft" style="margin: 2px;" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/10/linguagem-de-sinais.jpg" alt="" width="208" height="312" /></p>
<p>Tenho a mania de comparecer à lançamentos de livros, pegar minha dedicatória e esperar algum tempo para ler o livro. Geralmente, gosto de deixar o livro repousar na estante até um momento de encontro. Creio que quem lê sem muita organização se identifica com essa minha mania, os livros devem te atrair em um momento específico.</p>
<p>Ontem, peguei o livro <em>Linguagem de Sinais</em>, de Luiz Schwarcz que repousava ali depois de ter passado pelas mãos de meu pai.</p>
<p>Ao ler os contos tive uma sensação diferente. Gosto de livros que não demonstram especial pretensão por parte de seu autor. Cada vez mais raro, uma vez que a desprentesão é uma das  maiores pretensões dos escritores atuais. Gostei do livro, mas fiquei pensando que este livro tem uma forma especial de despretensão, a verdadeira.</p>
<p>Luiz escreve contos elegantes em tom confessional (não sei quanto de confissão real há neles) de histórias cotidianas e sensíveis.  Claro que impossível dissociá-los das crônicas do Editor (ora autor) da Cia. das Letras em seu<a href="http://www.blogdacompanhia.com.br/category/colunistas/luiz-schwarcz/" target="_blank"> blog</a>.</p>
<p>O livro não tenta (ou pelo menos não aparenta) provar nenhum ponto, não faz nenhuma ousadia formal. É apenas um livro para se ler com calma, degustar. Não cabe à leitura maiores análises críticas e, pouco à pouco, para quem já está acostumado a &#8220;ler como escritor&#8221; (o que quer que isso queira dizer), o livro se torna um exercício de leitura por prazer puro.</p>
<p>Voltei a ler sem o rigor estético que eu lia anos atrás. Deixei de lado &#8220;o prazer de especialista&#8221; (que não sou) para ler com o prazer que eu tinha antes das minhas pretensões literárias. Lembrei do prazer que tive nos primeiros contos que escrevi, quando publicar um livro era um sonho longínquo, muito antes das Copas de Literatura e Arlequinais.</p>
<p>Engraçado que ao terminar o livro não tive vontade de dissecá-lo,  nem de escrever uma resenha, ou correr à livraria comprar todos os escritos do autor para aprender com o mestre. A vontade que tive foi de voltar à contar histórias. Quando deixei de ter vontade de contar histórias para fazer exercícios estilísticos?</p>
<p>Existe um crítico (que não mencionarei o nome para não lhe dar mais ibope) que rejeita o romanesco. Aliás o problema de todos os escritores brasileiros vivos, segundo ele, é não se afastar do romanesco. Mas que mal há nisso? O romanesco já não foi desconstruído? Essa vanguarda já está toda morta e enterrada. São mestres, mas copiá-los não seria mimetização sem intencionalidade? Escolho contar mais histórias e fazer menos exercícios.</p>
<p>O mérito do livro de Luis Schwarcz é exatamente esse, alguém que pode tudo (afinal, está à frente de uma das principais editoras do país), escolhe o ofício de contar histórias. E nada mais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Declarações de amor</title>
		<link>http://arlequinal.com.br/2011/05/04/declaracoes-de-amor/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 May 2011 17:38:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Editorial. Vou te contar Os olhos já não podem ver Coisas que só o coração pode entender Fundamental é mesmo o amor É impossível ser feliz sozinho&#8230; - Tom Jobim. Sozinho é a única possibilidade da literatura. Se for preciso renunciarei a ela.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Editorial.</p>
<p style="text-align: right;"><em>Vou te contar</em><br />
<em>Os olhos já não podem ver</em><br />
<em>Coisas que só o coração pode entender</em><br />
<em>Fundamental é mesmo o amor</em><br />
<em>É impossível ser feliz sozinho&#8230;</em></p>
<p style="text-align: right;">- Tom Jobim.</p>
<p style="text-align: left;">Sozinho é a única possibilidade da literatura. Se for preciso renunciarei a ela.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Moacyr Scliar</title>
		<link>http://arlequinal.com.br/2011/02/28/moacyr-scliar/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Feb 2011 12:14:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes Plásticas]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fernando de F. L. Torres Estive com Moacyr Scliar quando tinha não mais que 8 ou 9 anos. Em um evento da escola em que estudei ele autografou o livro Navio das Cores, que muito havia me impressionado pelas pinturas de Lasar Segall. Lembro de Scliar ter sido carinhoso comigo.  Não lembro muito mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fernando de F. L. Torres</p>
<p><a href="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2011/02/208465_4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-927" title="208465_4" src="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2011/02/208465_4.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a></p>
<p>Estive com Moacyr Scliar quando tinha não mais que 8 ou 9 anos. Em um evento da escola em que estudei ele autografou o livro Navio das Cores, que muito havia me impressionado pelas pinturas de Lasar Segall.</p>
<p>Lembro de Scliar ter sido carinhoso comigo.  Não lembro muito mais que isso. Já mais velho, sempre li seus textos na Folha de São Paulo com especial atenção.</p>
<p>Navio das Cores é um dos livros essenciais da minha formação. Talvez eu ainda entenda arte sobre o prisma infantil de quem se impressionou com este livro.</p>
<p>Fica aqui minha homenagem ao autor.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O problema das Academias de Arte</title>
		<link>http://arlequinal.com.br/2011/01/27/o-problema-das-academias-de-arte/</link>
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		<pubDate>Thu, 27 Jan 2011 13:40:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes Plásticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fernando de F. L. Torres, É chegada a época das nomeações do prêmio popularmente conhecido com Oscar. Porém, o prêmio oficialmente atende pela alcunha de Academy Awards, ou seja, o prêmio da Academia. Mas eu me pergunto: que significa uma academia de artes? Não quero entrar no mérito da nossa mais conhecida academia de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fernando de F. L. Torres,</p>
<p><img class="alignleft" style="margin: 3px;" title="Academy Awards" src="http://rodrigojames.com/wp-content/uploads/2010/03/oscar-1.jpg" alt="" width="240" height="240" /></p>
<p>É chegada a época das nomeações do prêmio popularmente conhecido com Oscar. Porém, o prêmio oficialmente atende pela alcunha de Academy Awards, ou seja, o prêmio da Academia. Mas eu me pergunto: que significa uma academia de artes?</p>
<p>Não quero entrar no mérito da nossa mais conhecida academia de artes no Brasil ser a de Letras, com seus escritores de nenhuma relevância para nossa literatura.</p>
<p>Quero questionar: o que é e para que serve uma Academia de Artes? Os grandes astistas, tal quais Van Gogh nunca tiveram aceitação das academias de artes. Aliás, historicamente as academias rejeitaram a vanguarda sistematicamente.</p>
<p>A Academia que organiza o Oscar não é diferente. Sistematicamente seus membros escolhem filmes que representam a manutenção do enlatamento da indústria cinematográfica norteamericana (com raras exceções) .  Que eu me lembre, o filme estrangeiro mais premiado nos últimos 20 anos foi &#8220;A vida é bela&#8221;, que é uma exaltação aos valores cinematográficos de Hollywood.</p>
<p>Não acho todo o cinema norteamericano reprovável. Existem bons profissionais comprometido com bons filmes e alguns raros comprometidos com a vanguarda. Do Festival de Sundance eventualmente surge filme interessantes e pessoas como Charlie Kauffman ainda existem. Mas em sua imensa maioria, o enlatamento impera nos filmes.</p>
<p>O Oscar dificilmente premiará o excelente &#8220;O Mágico&#8221; como melhor animação, como não premiou Fernanda Montenegro quando teve oportunidade. O prêmio de Javier Barden, se vier, terá o mesmo valor que o Cristian Bale, que concorrem mais por serem bonitos que por serem bons atores (um bem mais do que outro).</p>
<p>Sobre esta ou outra Academia de Artes? I&#8217;m not there. Que eles fiquem com suas carecas e com suas exaltações, que eu fico com minha vanguarda e com minha juventude.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Alterações Póstumas na obra</title>
		<link>http://arlequinal.com.br/2011/01/07/alteracoes-postumas-na-obra/</link>
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		<pubDate>Fri, 07 Jan 2011 10:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Foto: Museu Auschwitz &#8211; http://en.auschwitz.org.pl Por Fernando de F. L. Torres, Ontem, no Twitter, o escritor Paulo Coelho reclamou das alterações que uma editora norte americana está implementando no livro Huckleberry Finn, para excluir a palavra &#8220;Nigger&#8221; do texto (veja notícia sobre o assunto aqui, em inglês). A mesma discussão ocorreu anos atrás com Ernest [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Auschwitz" src="http://en.auschwitz.org.pl/m/index.php?option=com_ponygallery&amp;func=watermark&amp;id=493&amp;Itemid=3" alt="" width="592" height="403" />Foto: Museu Auschwitz &#8211; http://en.auschwitz.org.pl</p>
<p>Por Fernando de F. L. Torres,</p>
<p>Ontem, no Twitter, o escritor Paulo Coelho reclamou das alterações que uma editora norte americana está implementando no livro Huckleberry Finn, para excluir a palavra &#8220;Nigger&#8221; do texto (veja notícia sobre o assunto<a href="http://edition.cnn.com/2011/SHOWBIZ/01/04/new.huck.finn.ew/" target="_blank"> aqui</a>, em inglês).</p>
<p>A mesma discussão ocorreu anos atrás com Ernest Hemingway, quando seu neto alterou sua auto-biografia Paris é uma Festa (veja <a href="http://veja.abril.com.br/blog/todoprosa/sem-categoria/o-curioso-caso-do-wiki-hemingway/" target="_blank">aqui</a>).</p>
<p>Alguns falam em botar o dedo na obra de Monteiro Lobato, para torná-lo mais adequado.</p>
<p>Os (não mais que três) habituais leitores desse espaço já podem supor que creio ser um crime a prática de alterar uma obra de arte dessa forma. Um livro, um filme, uma pintura etc, são documentos de seu próprio tempo, e como tal, adequá-los é uma forma brutal de tentar mudar a história.</p>
<p>No excelente livro &#8220;Lembrar escrever esquecer&#8221; Jeanne Marie Gagnebin fala  da delicada tarefa de preservar a história e seus documentos, por mais dolorosos que sejam essas memórias, pois apenas assim é possível refletir sobre os erros do passado sem repeti-los. Muito disso vem da &#8220;Dialética do Esclarecimento&#8221; de Adorno e Horkheimmer.</p>
<p>Em suma, se Tom &amp; Jerry fumavam cigarros, se Han Solo atirou primeiro, se Hemingway revelou passagens constrangedoras da vida de sua ex-esposa, se Monteiro Lobato ou Mark Twain usavam vocabulário racista, é importante lembrar que assim era a obra original, imersa em seu tempo. Acho importante, não apenas manter integralmente a obra original, como acrescenta Notas de Rodapé em cada uma dessas obras quando reeditadas, documentando que, apesar de admiradas em seu conjunto, alguns pontos dela não condizem com os valores do tempo que são reeditadas.</p>
<p>Lembro-me de me contarem a história (ou de ter lido em algum lugar) que quando o exército americano chegou à Auschwitz, o comandante das tropas ordenou que nada fosse destruído e que cada um dos soldados usassem suas cameras fotográficas para registrar os horrores daquele lugar, que jamais poderia ser esquecido.</p>
<p>Da mesma maneira, Primo Levi, que foi prisioneiro em tal campo de concentração, dedicou boa parte de sua obra à manter viva a memória dos horrores do Nazi-Facismo das décadas de 1930-1940.</p>
<p>Os esforços para manter essa memória até o momento foram bem sucedidos, filmes e livros continuam ser escritos passados 70 anos.</p>
<p>Porém a tendência de &#8220;Revisionismo&#8221; (Se preferir &#8220;Negacionismo&#8221;) me preocupa. Sem memória tenderemos ao erro novamente, à opressão. Nunca se esqueçam que o emprego do protagonista de 1984 era exatamente de &#8220;corrigir&#8221; os jornais antigos, para que eles fossem mais adequados. O autoritarismo caminha de mãos dadas ao esquecimento da história, principalmente dos erros do passado.</p>
<p>Talvez um dia apaguem todo e qualquer registro de preconceito da cultura. Talvez um dia Auschwitz seja completamente esquecido. Nesse dia, provavelmente aparecerá alguém com ideias segregacionistas, e a humanidade não estará preparadas para rejeitá-las.</p>
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		<title>Copa da Literatura Brasileira &#8211; Ausências</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Jan 2011 19:30:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Copa de Literatura Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fernando de F. L. Torres Como já relatado aqui, a Copa de Literatura Brasileira voltou. Este ano participo como jurado e organizador ao lado de Lucas Murtinho e Lu Thomé. Assim, que a notícia atingiu a internet, muitas ausências foram notadas. O jornalista e escritor (concorrente ao prêmio neste ano), em seu blog notou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fernando de F. L. Torres</p>
<p>Como já relatado aqui, a<a href="http://copadeliteratura.com.br/index.php/edicao-20102011" target="_blank"> Copa de Literatura Brasileira</a> voltou. Este ano participo como jurado e organizador ao lado de Lucas Murtinho e Lu Thomé.</p>
<p>Assim, que a notícia atingiu a internet, muitas ausências foram notadas. O jornalista e escritor (concorrente ao prêmio neste ano), em seu <a href="http://veja.abril.com.br/blog/todoprosa/vida-literaria/a-volta-da-copa-de-literatura-brasileira/" target="_blank">blog</a> notou a ausência de &#8220;Pornopopéia&#8221; de Reinaldo Moraes e &#8220;Leite Derramado&#8221; de Chico Buarque. Outras pessoas notaram também a ausência de &#8220;Minha alma é irmã de Deus&#8221; de Raimundo Carrero (vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura) e do excelênte &#8220;a morte de paula d.&#8221; de Brisa Paim.</p>
<p>A resposta oficial da equipe de organizadores e da qual sou signatário foi:</p>
<div>
<p style="padding-left: 90px;"><em>Oi Sérgio!</em></p>
<p style="padding-left: 90px;"><em>Teu post sobre a Copa de Literatura carrega muito do espírito do  próprio projeto: não buscamos a unanimidade literária, e sim o debate,  as discussões e as diferentes opiniões sobre a produção ficcional  brasileira contemporânea (e, claro, sobre a Copa também!).</em></p>
<p style="padding-left: 90px;"><em>Sobre a escolha dos livros: a comissão organizadora fez uma lista  prévia com um grande número de possíveis concorrentes. Essa primeira  lista foi submetida à votação de todo o grupo de jurados da edição  2010/2011. Daí saíram os dezesseis romances que vão participar da CLB  2010/2011. “Leite derramado” e “Pornopopeia” entraram na lista prévia  mas não ficaram entre os dezesseis mais votados, e cada jurado tem uma  explicação diferente para ter votado a favor ou contra esses livros.</em></p>
<p style="padding-left: 90px;"><em>Detalhe importante: esta é a primeira Copa em que a comissão se  preocupou com o critério de diversidade de editoras. Quando vimos que  uma editora estava com muitos livros da Copa, fizemos uma repescagem. A  ideia é evitar uma “Copa de Literatura da Editora X”.</em></p>
<p style="padding-left: 90px;"><em>Claro, uma ou outra exclusão pode ter sido injusta – assim como o  resultado de um ou outro jogo será injusto. Na nossa opinião, faz parte  da graça da Copa.</em></p>
<p style="padding-left: 90px;"><em>Obrigado!</em></p>
<p style="padding-left: 90px;"><em>Equipe Copa de Literatura Brasileira (Lucas Murtinho, Fernando Torres e Lu Thomé)</em></p>
<p>Porém, gostaria de dissertar um pouco sobre tais ausências, não como organizador, mas como jurado e observador do processo.</p>
<p>Antes de mais nada, gostaria de ressaltar um fato curioso. Ninguém me apontou, até agora a ausência do romance &#8220;O Seminarista&#8221; de Rubem Fonseca ou &#8220;Gonzos e Parafusos&#8221; de Paula Parisot (sua apadrinhada). Assim, ficou de fora um figurão da literatura nacional e um dos grandes investimentos de marketing do ano passado, e parecem não fazer falta à ninguém.</p>
<p>A escolha dos livros é feita por seus próprios jurados, de acordo com os livros que querem colocar em discussão. Talvez por muito já ter sido dito dos de &#8220;Leite Derramado&#8221; e &#8220;Pornopopéia&#8221;, os jurados podem ter se desinteressado pela discussão.</p>
<p>Da minha parte, acho que para muitos Chico Buarque está acima do bem e do mal. Existe uma verdadeira religião fundamentalista à sua volta, o que torna qualquer discussão sobre seu romance inútil. Sinceramente para que discutir um romance (na minha opinião, muito fraco) que qualquer resultado dos jogos que ele participar será questionado por motivos não literários? Para que bater de frente com uma legião de fãs irracionais, que tem ao seu lado a derramada resenha de Roberto Schwarz? Infelizmente, a celebridade de Chico Buarque impede o debate literário de sua obra. Sinceramente? A Copa de Literatura Brasileira já tem polêmica demais sem o Chico. De certa forma, <a href="http://doidivana.wordpress.com/2010/07/05/chico-nao-vem-por-favor/" target="_blank">faço minha as palavras de Ivana Arruda Leite na época do Prêmio São Paulo de Literatura</a>.</p>
<p>Quanto ao Pornopopéia, não sei se ele é a unanimidade que seus defensores pregam. Ao meu ver os jurados não pareceram animados em julgar o calhamaço de trocentas páginas na Copa. Talvez a geração do desbunde esteja saindo de moda, talvez eles tenham se tornado datados ou empoeirados, por mais irônico que isso pareça.</p>
<p>Quanto à Raimundo Carrero, parece um consenso  que o prêmio São Paulo foi dado a ele mais pelo conjunto da obra que pelo romance em si. Passou batido entre os jurados, que sequer discutiram sua inclusão.</p>
<p>Por fim, gostaria de ressaltar que Brisa Paim ficou de fora pelo motivo exatamente contrário de Chico Buarque. Simplesmente muitos dos jurados não a conheciam. A indicação ao prêmio São Paulo ajudou muito a divulgação de seu livro, mas infelizmente não foi o suficiente para os jurados brigarem por sua inclusão na Copa. Fui voto vencido nesta.</p>
</div>
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