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	<title>Arlequinal &#187; Editorial</title>
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	<description>Cultural e Coletivo</description>
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		<title>Livros de Humanas</title>
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		<pubDate>Tue, 22 May 2012 00:31:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fernando Torres, &#160; Em apoio ao Blog Livros de Humanas, disponibilizo aqui meu livro Estudos Sobre a_Leveza, publicado em 2010 e cujos Direitos Autorais pertencem somente a mim. Eu convido outros escritores a fazerem o mesmo. O Blog Livros  de Humanas foi tirado do ar por seu criador, em em cumprimento de ordem judicial emanada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fernando Torres,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em apoio ao Blog Livros de Humanas, disponibilizo aqui meu livro <a href="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2012/05/estudos_leveza_040110.pdf">Estudos Sobre a_Leveza</a>, publicado em 2010 e cujos Direitos Autorais pertencem somente a mim. Eu convido outros escritores a fazerem o mesmo.</p>
<p>O Blog Livros  de Humanas foi tirado do ar por seu criador, em em cumprimento de ordem judicial emanada em processo judicial movido pela ABDR.</p>
<p>Já manifestaram seu apoio à manutenção do Blog nomes como Ricardo Lísias, Eduardo Sterzi e Neil Gaiman.</p>
<p>#FreeLivrosdeHumanas</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Detalhes fazem a ideologia</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Mar 2012 00:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de F. L. Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[de Fernando de F. L. Torres. Hoje um texto de Leyla Perrone-Moises publicado na Ilustríssima, caderno da Folha de S. Paulo chamou a atenção dos entusiastas literatura brasileira (leia aqui). Em suma o texto descreve o que chama de &#8220;Escritor Exigente&#8221;, sendo eles em sua maioria ligados à vida acadêmica, que obrigariam seus leitores (poucos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>de Fernando de F. L. Torres.</p>
<p>Hoje um texto de Leyla Perrone-Moises publicado na Ilustríssima, caderno da Folha de S. Paulo chamou a atenção dos entusiastas literatura brasileira (<a href="http://sergyovitro.blogspot.com.br/2012/03/literatura-exigente-leyla-perrone.html" target="_blank">leia aqui</a>). Em suma o texto descreve o que chama de &#8220;Escritor Exigente&#8221;, sendo eles em sua maioria ligados à vida acadêmica, que obrigariam seus leitores (poucos, na opinião do texto) a uma erudição incompatível ao entretenimento. Não importa se eu gostei ou não dos livros que ali são descritos.</p>
<p>Mas me impressionou outra coisa. Hoje, no mesmo dia, a jornalista cultural Raquel Cozer assina a reportagem que traz um perfil de Luciana Villas-Boas (<a href="http://www1.folha.uol.com.br/serafina/1066576-apos-deixar-record-luciana-villas-boas-inaugura-agencia-literaria.shtml" target="_blank">leia aqui</a>), na Revista Serafina do mesmo jornal, em que a personagem declara &#8221;<em>Em geral, os estrangeiros acham a literatura feita aqui cabeça demais</em>&#8220;. Não acho que a Raquel, seja responsável pela &#8220;tendência ideológica&#8221; que eu vejo se apresentar na Folha de S. Paulo este domingo. Tampouco creio que ela concorde com estas posições. Mas seria ingenuidade minha acreditar que a jornalista não tenha percebido a mensagem ser propagada em ambos suplementos. Dentro dos interesses corporativos o jornal de hoje mostra claramente uma ideologia que está sendo construída e propagada.</p>
<p>Vamos rever alguns fatores: investimento estrangeiro nas principais editoras nacionais, entrada de selos, a proximidade da próxima Feira de Frankfurt (Brasil recebendo atenção que nunca recebera antes)&#8230;</p>
<p>Nesses pequenos detalhes se faz uma ideologia. Um artigo aqui, uma citação ali e começam a se formarem opiniões. Ninguém está inventando a roda. A tradição de erudição também é uma ideologia que foi implementada aos poucos na literatura brasileira.</p>
<p>Lembremos do primeiro parágrafo de Memórias Póstumas de Brás Cubas:</p>
<p style="padding-left: 60px;">&#8220;<em>Que Stendhal confessasse haver escrito um de seus livros para cem leitores, coisa é que admira e consterna. O que não admira, nem provavelmente consternará é se este outro livro não tiver os cem leitores de Stendhal, nem cinqüenta, nem vinte e, quando muito, dez. Dez? Talvez cinco. Trata-se, na verdade, de uma obra difusa, na qual eu, Brás Cubas, se adotei a forma livre de um Sterne, ou de um Xavier de Maistre, não sei se lhe meti algumas rabugens de pessimismo. Pode ser. Obra de finado. Escrevi-a com a pena da galhofa e a tinta da melancolia, e não é difícil antever o que poderá sair desse conúbio. Acresce que a gente grave achará no livro umas aparências de puro romance, ao passo que a gente frívola não achará nele o seu romance usual; ei-lo aí fica privado da estima dos graves e do amor dos frívolos, que são as duas colunas máximas da opinião.</em>&#8220;</p>
<p>Eu consigo pescar uma boa meia dúzia de referências neste parágrafo. Vejo também uma apresentação de um novo tipo de literatura. Vejo exatamente o início da literatura que agora o texto de Perrone-Moisés faz sua crítica. Não quero entrar em pormenores de que ela estaria detonando Machado, sua tradição, tal e coisa. Mas está neste primeiro parágrafo a semente daquilo que se tornou a literatura do &#8220;Autor Exigente&#8221;.</p>
<p>Graciliano Ramos também estabeleceu no início de seu romance S. Bernardo:</p>
<p style="padding-left: 60px;">&#8220;<em>Antes de iniciar este livro, imaginei construí-lo pela divisão do trabalho.</em>&#8220;</p>
<p>Dois detalhes óbvios que tanto já foram discutidos. O livro se chama &#8220;S. Bernardo&#8221; e não &#8220;São Bernardo&#8221;, e a declaração que remete diretamente à ideologia marxista logo na primeira linha. São elementos de uma ideologia, são elementos de uma proposta para literatura brasileira.</p>
<p>São dois autores essenciais e que introduziram o viés ideológico por sua literatura. Um estudioso das obras fariam paralelos com outros textos publicados pelos autores em jornais e outros periódicos, com outros autores de seus tempos.</p>
<p>Não quero, porém, defender qualquer um dos &#8220;Autores Exigentes&#8221;. Mas precisamos ressaltar que eles são produtos de nosso tempo, não são uma aparição isolada na literatura brasileira, conversam com Rushdie, David Foster Wallace? Recebem a tradição de Raduan Nassar? Cada qual terá seus modelos e não estão sozinhos. Mas agora interessa vender a literatura brasileira. Precisamos transformar nossos escritores em objeto de consumo para o exterior. É isto que a Folha de São Paulo disse hoje. Não mais, não menos. E assim está sendo construída uma nova ideologia para nossa literatura.</p>
<p>Não sei qual será o resultado. Se for o pluralismo, um tanto melhor.</p>
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		<title>Declarações de amor</title>
		<link>http://arlequinal.com.br/2011/05/04/declaracoes-de-amor/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 May 2011 17:38:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Editorial. Vou te contar Os olhos já não podem ver Coisas que só o coração pode entender Fundamental é mesmo o amor É impossível ser feliz sozinho&#8230; - Tom Jobim. Sozinho é a única possibilidade da literatura. Se for preciso renunciarei a ela.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Editorial.</p>
<p style="text-align: right;"><em>Vou te contar</em><br />
<em>Os olhos já não podem ver</em><br />
<em>Coisas que só o coração pode entender</em><br />
<em>Fundamental é mesmo o amor</em><br />
<em>É impossível ser feliz sozinho&#8230;</em></p>
<p style="text-align: right;">- Tom Jobim.</p>
<p style="text-align: left;">Sozinho é a única possibilidade da literatura. Se for preciso renunciarei a ela.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Alterações Póstumas na obra</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Jan 2011 10:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Foto: Museu Auschwitz &#8211; http://en.auschwitz.org.pl Por Fernando de F. L. Torres, Ontem, no Twitter, o escritor Paulo Coelho reclamou das alterações que uma editora norte americana está implementando no livro Huckleberry Finn, para excluir a palavra &#8220;Nigger&#8221; do texto (veja notícia sobre o assunto aqui, em inglês). A mesma discussão ocorreu anos atrás com Ernest [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Auschwitz" src="http://en.auschwitz.org.pl/m/index.php?option=com_ponygallery&amp;func=watermark&amp;id=493&amp;Itemid=3" alt="" width="592" height="403" />Foto: Museu Auschwitz &#8211; http://en.auschwitz.org.pl</p>
<p>Por Fernando de F. L. Torres,</p>
<p>Ontem, no Twitter, o escritor Paulo Coelho reclamou das alterações que uma editora norte americana está implementando no livro Huckleberry Finn, para excluir a palavra &#8220;Nigger&#8221; do texto (veja notícia sobre o assunto<a href="http://edition.cnn.com/2011/SHOWBIZ/01/04/new.huck.finn.ew/" target="_blank"> aqui</a>, em inglês).</p>
<p>A mesma discussão ocorreu anos atrás com Ernest Hemingway, quando seu neto alterou sua auto-biografia Paris é uma Festa (veja <a href="http://veja.abril.com.br/blog/todoprosa/sem-categoria/o-curioso-caso-do-wiki-hemingway/" target="_blank">aqui</a>).</p>
<p>Alguns falam em botar o dedo na obra de Monteiro Lobato, para torná-lo mais adequado.</p>
<p>Os (não mais que três) habituais leitores desse espaço já podem supor que creio ser um crime a prática de alterar uma obra de arte dessa forma. Um livro, um filme, uma pintura etc, são documentos de seu próprio tempo, e como tal, adequá-los é uma forma brutal de tentar mudar a história.</p>
<p>No excelente livro &#8220;Lembrar escrever esquecer&#8221; Jeanne Marie Gagnebin fala  da delicada tarefa de preservar a história e seus documentos, por mais dolorosos que sejam essas memórias, pois apenas assim é possível refletir sobre os erros do passado sem repeti-los. Muito disso vem da &#8220;Dialética do Esclarecimento&#8221; de Adorno e Horkheimmer.</p>
<p>Em suma, se Tom &amp; Jerry fumavam cigarros, se Han Solo atirou primeiro, se Hemingway revelou passagens constrangedoras da vida de sua ex-esposa, se Monteiro Lobato ou Mark Twain usavam vocabulário racista, é importante lembrar que assim era a obra original, imersa em seu tempo. Acho importante, não apenas manter integralmente a obra original, como acrescenta Notas de Rodapé em cada uma dessas obras quando reeditadas, documentando que, apesar de admiradas em seu conjunto, alguns pontos dela não condizem com os valores do tempo que são reeditadas.</p>
<p>Lembro-me de me contarem a história (ou de ter lido em algum lugar) que quando o exército americano chegou à Auschwitz, o comandante das tropas ordenou que nada fosse destruído e que cada um dos soldados usassem suas cameras fotográficas para registrar os horrores daquele lugar, que jamais poderia ser esquecido.</p>
<p>Da mesma maneira, Primo Levi, que foi prisioneiro em tal campo de concentração, dedicou boa parte de sua obra à manter viva a memória dos horrores do Nazi-Facismo das décadas de 1930-1940.</p>
<p>Os esforços para manter essa memória até o momento foram bem sucedidos, filmes e livros continuam ser escritos passados 70 anos.</p>
<p>Porém a tendência de &#8220;Revisionismo&#8221; (Se preferir &#8220;Negacionismo&#8221;) me preocupa. Sem memória tenderemos ao erro novamente, à opressão. Nunca se esqueçam que o emprego do protagonista de 1984 era exatamente de &#8220;corrigir&#8221; os jornais antigos, para que eles fossem mais adequados. O autoritarismo caminha de mãos dadas ao esquecimento da história, principalmente dos erros do passado.</p>
<p>Talvez um dia apaguem todo e qualquer registro de preconceito da cultura. Talvez um dia Auschwitz seja completamente esquecido. Nesse dia, provavelmente aparecerá alguém com ideias segregacionistas, e a humanidade não estará preparadas para rejeitá-las.</p>
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		<title>E-Reader, primeiras impressões</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Jan 2011 11:39:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fernando de F. L. Torres, Não costumo ser early user de tecnologias. Embora eu goste de gadgets, costumo esperar a terceira ou quarta geração de algum eletrônico antes de adotá-lo. A razão é simples, os usuários de primeira hora geralmente compram aparelhos que ficam obsoletos mais rapidamente e pagam caro por isso. Muito embora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fernando de F. L. Torres,</p>
<p>Não costumo ser early user de tecnologias. Embora eu goste de gadgets, costumo esperar a terceira ou quarta geração de algum eletrônico antes de adotá-lo. A razão é simples, os usuários de primeira hora geralmente compram aparelhos que ficam obsoletos mais rapidamente e pagam caro por isso.</p>
<p>Muito embora os E-Readers com E-Paper sejam aparelhos com algum tempo de mercado lá fora, foi em 2010 que eles ganharam as prateleiras do mercado brasileiro. O primeiro foi o Cooler, comercializado pela Gato Sabido. Deixei passar a novidade. Achei por bem esperar, as livrarias e editoras ainda não haviam sem manifestado sobre um padrão, e lá fora o Kindle estava com tudo. (Ressalto a questão PAL-M/NSTC, como exemplo, ou mesmo a recente decisão do governo acerca do padrão HD.)</p>
<p>Assim que as principais livrarias e editoras resolveram adotar o padrão EPUB para os livros digitais (Livraria Cultura, Saraiva, Cia. das Letras etc) achei seguro comprar um aparelho, o escolhido foi o Positivo Alfa.</p>
<p>Antes de mais nada, a tecnologia E-Paper funciona. Uma vez que não há emissão de luz a leitura não cansa os olhos.  O aparelho é leve e anatômico. Acho importante ressaltar que neste ponto o E-Reader atinge seus objetivos iniciais, que é proporcionar a leitura de livros em versão digital de forma confortável.</p>
<p>Porém, para aqueles que gostam de anotar no livro, grifar e interagir, o Positivo Alfa ainda apresenta uma série de limitações. A escrita não é exatamente seu forte. Quem tiver esse hábito, talvez seja melhor escolher um aparelho com teclado, tal como o iRiver.</p>
<p>Outro detalhe importante é que o Wi-fi funciona muito bem. O que proporciona a possibilidade de ler notícias e feeds com facilidade.</p>
<p>Para quem está acostumado com Smatphones e Handhelds a sincronização parecerá estranha com o Software da Adobe. Mais que estranha, parecerá antiquada. O próprio Software da Adobe deixa a desejar quando comparado aos softwares dos smartphones e Handhelds (comparo por experiência com Blackberry, iPhone, Nokia e Palmone). O aparelho funciona bem com o software Calibre, mas ainda não testei a transferência de livros comparados na internet para o dispositivo via Calibre.</p>
<p>O primeiro livro que comprei foi &#8220;Solar&#8221; de Ian McEwan. Comprei via Livraria Cultura e não demorou muito para que eu recebesse o e-mail com o link do livro.  A variedade de livros ainda é pequena (a Cia. das Letras disponibilizou 12 títulos até o momento, por exemplo).</p>
<p>A leitura de PDF é um pouco mais complicada. Enquanto o texto do EPUB é adaptável à cada página conforme o tamanho da fonte, o texto em PDF continua a respeitar a paginação em que ele foi gravado, o que por vezes torna a fonte pequena.  A solução é ler com o E-reader  no formato paisagem, o que gasta um pouco mais de bateria, mas garante certo conforto.</p>
<p>A bateria parece ser legal, ainda não tive de recarregar e já li um livro praticamente inteiro.</p>
<p>Enfim. Nos próximos posts, deixarei de lado a tecnologia e voltarei a falar de literatura e artes.</p>
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		<title>Ciclos</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Jan 2011 17:52:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fernando de F. L. Torres, Quando Zeus derrotou seu pai Chronos, este foi aprisionado. Porém Chronos foi preso pelo pé, podendo apenas andar em círculos, o que fez com que o tempo dos mortais fosse pautado assim, em ciclos. As quatro estações do anos, os três momentos da vida de um homem, a maré [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fernando de F. L. Torres,</p>
<p>Quando Zeus derrotou seu pai Chronos, este foi aprisionado. Porém Chronos foi preso pelo pé, podendo apenas andar em círculos, o que fez com que o tempo dos mortais fosse pautado assim, em ciclos. As quatro estações do anos, os três momentos da vida de um homem, a maré etc. a vida pautada em ciclos.</p>
<p>O ano é um ciclo arbitrário, uma aproximação mais ou menos precisa das estações do ano (embora para muitos ele represente um ciclo em volta do sol).</p>
<p>Acabado mais um ciclo e começando outro tenho que começar este com novidade.</p>
<p>1. Final do ano produzi 100 exemplares de um plaquete chamado &#8220;Fim da Tempestade&#8221; e estou distribuindo entre amigos e parentes. Gostei da brincadeira e este ano devo produzir outros títulos de plaquetes, com tiragens menores (entre 30 e 50 exemplares). Todos os exempleres dos meus plaquetes serão numerados.</p>
<p>2. Preparo um texto para a primeira edição da <a href="http://revistarinoceronte.wordpress.com/" target="_blank">Revista Rinoceronte</a>. O texto é inédito e provavelmente será o primeiro capítulo do livro que estou trabalhando. O texto não foi avaliado pelos editores da revista, mas caso não seja aprovado darei um jeito de publicar em outra revista.</p>
<p>3. Pretendo escrever um texto a cada dois meses para o <a href="http://aguarras.com.br/" target="_blank">Aguarrás</a>, já tenho pelo menos três deles em rascunho. Um sobre Lima Barreto e outro sobre Ricardo Lísias, o terceiro ainda não posso divulgar.</p>
<p>4. A <a href="http://copadeliteratura.com.br/" target="_blank">Copa de Literatura Brasileir</a>a vai começar dia 28 de Fevereiro. Prometo!</p>
<p>5. Na realidade a Copa de Literatura Brasileira já está pegando fogo nos bastidores.</p>
<p>6. Esse natal comprei um e-reader. Já li dois livros nele. Esse ano não compro mais papel, salvo em caso de necessidade. Mas eu não estou preparado para largar o papel, mas reservarei a ele apenas as edições ultra especiais.</p>
<p>7.  Tentarei dar notícias menos esparsas esse ano.</p>
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		<item>
		<title>Ela gosta mesmo é de dar</title>
		<link>http://arlequinal.com.br/2010/11/16/ela-gosta-mesmo-e-de-dar/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Nov 2010 14:29:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fernando de F. L. Torres, Recentemente um amigo crítico literário divulgou um link interessante. Uma mulher que está dando muito, quase sem parar, no meio da rua para não ser jogada na fogueira. Pode parecer um enredo de Dalton Trevisan, mas não é. Chantal Dalmass, descobriu que seus livros, publicados pela Ed. Planeta, seriam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fernando de F. L. Torres,</p>
<p>Recentemente um amigo crítico literário divulgou um link interessante. Uma mulher que está dando muito, quase sem parar, no meio da rua para não ser jogada na fogueira.</p>
<p>Pode parecer um enredo de Dalton Trevisan, mas não é. <a href="http://chantaldalmass.zip.net/">Chantal Dalmass</a>, descobriu que seus livros, publicados pela Ed. Planeta, seriam incinerados para dar espaço a novos livros no estoque, então ela os recuperou e agora está distribuindo os livros nas ruas de são Paulo.</p>
<p>Como assim? O livro encalhou. Aliás, muitos livros encalham. Encalham pelos mais diversos motivos, e como não quero fazer uma tese sobre o mercado livreiro, publicidade, distribuição e tudo mais, vamos apenas partir do ponto que o livro encalhou.</p>
<p>Muita gente não sabe, mas após um encalhe muitos livros são incinerados. Por ex., houve um tempo entre o final da década de 1990 e começo dos  2000, que era muito comum se editar livros manuais para programas de computador. Na época, a internet ainda engatinhava, os programas em sua maioria eram importados e em língua estrangeira, seus manuais originais dificilmente chegavam por aqui. Então, livros ensinavam como você usar o Win95, Office97, Corel6 e outros programas populares. Mas aí veio o Win98, Win2000, WinMe, WinMillenium, WinXP, WinVista e Win7, veio também novos aplicativos e programas que tornaram cada um desses livros obsoletos. Destino de tantos livros? Incineração.</p>
<p>O mesmo destino têm os livros técnicos/científicos quando uma nova edição atinge as prateleiras revisada, atualizada e aumentada. Livros didáticos? O mesmo. um autor trocou de casa editorial ao fim do contrato? Fogueira nos exemplares. Romance encalhou e não temos perspectiva de uma jogada de marketing? Pode chamar o caminhão da incineradora. Já ouvi diversas vezes essas histórias.</p>
<p>Acredite, muitas vezes o livreiro nem quer fazer isso. Amiga minha que trabalha numa das principais editoras do país me confessou, com dor no coração, que teve de mandar queimar livros. O que aconteceu? Um dos livros do catálogo não poderia mais ser comercializado após o término do contrato com a editora. O autor, porém, manifestou sua aprovação pela doação de livros para bibliotecas e escolas públicas. Ela logo se ofereceu para &#8220;fazer acontecer&#8221;. Porém, a burocracia era enorme, os funcionários da administração pública não gostaram muito da ideia, afinal, daria um trabalhão distribuir tantos livros, eles precisariam licitar para isso, já que ninguém tem essa especialidade na administração. Fora isso, teriam de encontrar um local para estocar, tomar conta que não houvessem desvios, ufa! Era muito trabalho. O que aconteceu? Fogueira!</p>
<p>Mas você acha que isso é exceção? Que aconteceu devido à quantidade de livros? Anos atrás, em sua eterna busca pela administração do pequeno espaço de um apartamento, minha mãe decidiu doar todos seus livros de faculdade para a instituição que ela se formou, instituição privada. Ela pouco, ou nada, usava aqueles livros e eles tomavam espaço que poderia ser aproveitados de outras maneiras no apartamento. Resultado? Não havia espaço na biblioteca da universidade, então, os livros teriam que ser avaliados para se verificar o interesse nas obras, teriam que ser preenchidos formulários para cada livro individualmente e caso não fossem aprovados, ela teria que buscá-lo, ou eles seriam destruídos. A solução foi doar ao Conselho Regional de Fonoaudiologia, que aceitou de bom grado, mas que a consulta estaria restrita aos profissionais inscritos e não a todo e qualquer estudante interessado na matéria.</p>
<p>Eu ouvi histórias como essas inúmeras vezes.</p>
<p>O que acontece com Chantal Dalmass é que, provavelmente, o contrato dela com a editora terminou, aqueles exemplares estavam ocupando espaço e não havia interesse de se prorrogar o contrato, por motivos comerciais, e deixá-los ali representaria um custo de estoque. Diante do prejuízo, o mais fácil seria queimá-los. Acredito que ela deve ter recebido os livros por meio de acordo, o qual a impedia de comercializá-los. Uns dois anos atrás sugeri que um amigo fizesse o mesmo com sua editora que ameaçava incinerar exemplares de um livro encalhado, mas aparentemente o livro ainda está sendo comercializado.</p>
<p>A solução para Chantal foi distribuir seus livros para divulgar sua obra e sua causa. A causa ficou maior que seu livro. Ela é contra a incineração de milhares de livros anualmente pelas editoras, ela está usando todas as armas para divulgar essa causa, o apelo erótico de seu livro ajuda, suas roupas provocantes e, principalmente, sua inteligência. Mas ela já deixou claro: ela gosta de dar, e vai continuar dando até o limite. Do seu estoque.</p>
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		<title>Um pouco mais que 140 caracteres</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Sep 2010 17:15:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de F. L. Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fernando de F. L. Torres, Pensei em passar algumas notícias por aqui. Mensagens curtas, mas grande demais para o Twitter. 1) dia 21 de outubro o pessoal do Mundo Mundano lançará um livro do qual participo com um conto. O conto Chama-se &#8220;Projeto em desenvolvimento&#8221; e eu o escolhi especialmente para esse livro. Será [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fernando de F. L. Torres,</p>
<p>Pensei em passar algumas notícias por aqui. Mensagens curtas, mas grande demais para o Twitter.</p>
<p>1) dia 21 de outubro o pessoal do<a href="http://mundomundano.com.br" target="_blank"> Mundo Mundano </a>lançará um livro do qual participo com um conto. O conto Chama-se &#8220;Projeto em desenvolvimento&#8221; e eu o escolhi especialmente para esse livro. Será uma festa com os autores, muita música e gente bonita. Valerá a pena conferir. Passo mais informações nas próximas semanas.</p>
<p>2) A homenagem para José Saramago organizada pelo Sesc, Cia. das Letras e Pilar (viúva do escritor) foi emocionante. produção de primeira linha, textos escolhidos a dedo. As leituras dos textos se intercalavam com vídeos de Saramago filmados recentemente e falando sobre seu final de vida e pela urgência de escrever enquanto podia. No final Chico Buarque leu um trecho do ano da Morte de Ricardo Reis. Sem o figurino dos outros, com seu jeito tímido. Estouraram milhares de flashes (único porém desagradável, pois atrapalhou a todos que queriam prestar atenção). As leituras como um todo foram emocionantes, principalmente os trechos de Ensaio Sobre a Cegueira.</p>
<p>3) Meu pneu furou depois da apresentação. Isso não importa para ninguém, mas sempre me sinto satisfeito depois de trocar um pneu. Na hora é um saco.</p>
<p>4) Chegaram mais alguns exemplares do meu livro &#8216;Estudos sobre  Leveza&#8217;. é provável que sejam os últimos que peço para a editora. Então a chance é única de adquirir o livro. Depois disso, demora um pouco para publicar o próximo.</p>
<p>5) A Copa de Literatura Brasileira vai voltar. Estou ajudando a organizar esse ano. Os jurados já estão todos escolhidos. Ainda precisamos fechar os livros. Novidades em breve.</p>
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		<title>Considerações sobre o ideal de projeto literário</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Aug 2010 14:41:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de F. L. Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fernando Torres, Ontem, ao esperar minha noiva em um Shopping Center da cidade de São Paulo, entrei, como de hábito, em uma livraria. Não tenho costume de frequentar essa casa específica, uma vez que as prateleiras do meu interesse costumam ser parcas, mas eu precisava passar um pouco o tempo. De fato, fiquei constrangido. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fernando Torres,</p>
<p>Ontem, ao esperar minha noiva em um Shopping Center da cidade de São Paulo, entrei, como de hábito, em uma livraria. Não tenho costume de frequentar essa casa específica, uma vez que as prateleiras do meu interesse costumam ser parcas, mas eu precisava passar um pouco o tempo. De fato, fiquei constrangido. À exceção de alguns livros (e não a lista completa) de clássicos que são referência dos principais vestibulares, não vi muitos livros que resistirão ao efeito do tempo e do esquecimento. Nem mesmo os autores daquelas obras esperam que suas palavras resistam à sua morte.</p>
<p>Ainda sob efeito deste torpor, manifestei no twitter &#8220;Por que pretendo escrever algo relevante, se quase tudo que encontro em uma livraria é absolutamente irrelevante?&#8221;. Rapidamente dois amigos vociferaram um disse &#8220;quem dá relevância é o leitor&#8221; outro &#8220;Esqueça relevância na literatura contemporânea&#8221;. Antes de mais nada: Deixem-me com meus ideais e com minhas ilusões.</p>
<p>Acho absolutamente diferente as posturas de Oswald de Andrade com a de Paulo Coelho. Se um disse &#8220;o povo um dia comerá do fino biscoito que fabrico&#8221; ou outro diz &#8220;O popular hoje, será o clássico de amanhã&#8221;. Embora eu tenda mais ao modernista, não abraço nem gregos e troianos. Antes de mais nada discordo da falácia do mago. Stendhal não vendeu 20 exemplares da &#8220;Cartuxa de Parma&#8221; durante sua vida, Italo Svevo, sequer foi reconhecido em vida com sua &#8220;Consciência de Zeno&#8221;, hoje impreteríveis clássicos na maioria das listas destinadas à essa eleição. Posso seguir com tais exemplos por muitas páginas mas paro por aqui. E quantos livros que frequentaram as listas de mais vendidos, que hoje abarrotam os sebos sem qualquer esperança de voltarem às mãos de um leitor?</p>
<p>Algumas horas depois, estava eu assistindo (como ouvinte) a aula de Literatura Brasileira Ministrada por um importante crítico e editor. Depois de muitos anos, pela primeira vez ele irá lecionar sobre Machado de Assis. Em meio à aula ele diz: a boa obra de arte é aquela que, com o passar do tempo, suporta diversas críticas, todas elas muito boas, todas elas explicando a obra de uma maneira diferente e todas certas.</p>
<p>Aquilo que eu escrevo, e eu nunca neguei isso, está ligado ao meu ideal de projeto literário no qual a formação da minha obra será relida e criticada ao longo do tempo. Estudo constantemente teoria literária e técnica literária, não para seguir modelos estabelecidos, mas para entender o que faz das obras que tenho como referência terem seu diferencial que a tornaram o que elas são. Eu tenho um projeto de literatura, escrevo  para um público específico e espero sinceramente que estes entendam o meu intento. Se não for por isso, se não for para dizer este tanto de coisas que pretendo dizer, a forma, a técnica é vazia. Não acredito na arte pela arte, pelo mero exercício estético, mas como ferramenta para diversos fins. Pode ser um ideal, mas nele se baseia meu projeto. Pode ser uma ilusão, mas ela é minha.</p>
<p>&#8212;-</p>
<p>Não esqueçam, estarei autografando meu livro no Estande da Multifoco, na Bienal do Livro, no dia 17 (terça-feira) das 18h às 20h. Espero vocês lá</p>
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		<title>Sobre Zidane &#8211; quatro anos depois</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 19:58:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de F. L. Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fernando Torres Já manifestei aqui algumas vezes que gosto de futebol. Agora com a Seleção Francesa eliminada me deu vontade de escrever um texto que quero escrever desde a final da copa do mundo de 2006. Não é incomum os comentaristas, narradores e outros profissionais ligados ao esporte lembrarem da famigerada cabeçada de Zinedine [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fernando Torres</p>
<p>Já manifestei aqui algumas vezes que gosto de futebol. Agora com a Seleção Francesa eliminada me deu vontade de escrever um texto que quero escrever desde a final da copa do mundo de 2006.</p>
<p>Não é incomum os comentaristas, narradores e outros profissionais ligados ao esporte lembrarem da famigerada cabeçada de Zinedine Zidane em Materazzi. A lembrança do fato é acompanhada com a expressão &#8220;mancha na carreira&#8221;. Eu discordo da expressão.</p>
<p>Antes de mais nada, digo que Zidane foi o melhor jogador de futebol que já vi jogar. Como nasci em 1982, não vi Pelé jogar e o considero o melhor de todos os tempos. Zidane foi melhor que Maradona, Ronaldo, Ronaldinho, entre tantos outros, pelo na minha concepção, ele foi melhor que todos esses, embora que por centímetros nesta comparação entre gigantes.</p>
<p>Francês, filho de argelinos, teve uma infância marcada pelo preconceito. Como jogador de Futebol, recebeu a aceitação do povo francês e se tornou ídolo. Mas nunca deixaram de lembrar que ele não era verdadeiramente patrício dos francos. Zinedine nunca se envergonhou de sua origem, mostrando sempre orgulho de sua origem. Mas foi no futebol Italiano e Espanhol que pode mostrar o melhor de seu jogo.</p>
<p>Quando Zidane virou-se para revidar as ofensas do italiano, sabia que estava marcando a última jogada de sua carreira com um ato político. Mostrou para o mundo que até o último momento de sua carreira a intolerância xenófoba estava presente. Naquele momento ele mostrou para o mundo que tais atitudes mereciam uma resposta. Não haveria de ser no fechar das cortinas que ele ouviria calado impropérios contra sua origem. Naquele momento mostrou que não era apenas um jogador de futebol, mas um grande homem, capaz de fazer a maior declaração de sua vida para dizer chega ao preconceito sobre qualquer forma. Espero que um dia os comentaristas, cheios de falsas verdades, entendam que às vezes fazer uma declaração dessas pode ser mais importante que um título mundial de futebol, Zinedine Zidane entendeu. Talvez, a forma que ele fez isso seja contrária às regras do jogo, mas ficou marcado à todos seu ato, mais que qualquer palavra sobre o assunto.</p>
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