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	<title>Arlequinal &#187; Cinema</title>
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	<description>Cultural e Coletivo</description>
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		<title>O problema das Academias de Arte</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Jan 2011 13:40:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes Plásticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fernando de F. L. Torres, É chegada a época das nomeações do prêmio popularmente conhecido com Oscar. Porém, o prêmio oficialmente atende pela alcunha de Academy Awards, ou seja, o prêmio da Academia. Mas eu me pergunto: que significa uma academia de artes? Não quero entrar no mérito da nossa mais conhecida academia de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fernando de F. L. Torres,</p>
<p><img class="alignleft" style="margin: 3px;" title="Academy Awards" src="http://rodrigojames.com/wp-content/uploads/2010/03/oscar-1.jpg" alt="" width="240" height="240" /></p>
<p>É chegada a época das nomeações do prêmio popularmente conhecido com Oscar. Porém, o prêmio oficialmente atende pela alcunha de Academy Awards, ou seja, o prêmio da Academia. Mas eu me pergunto: que significa uma academia de artes?</p>
<p>Não quero entrar no mérito da nossa mais conhecida academia de artes no Brasil ser a de Letras, com seus escritores de nenhuma relevância para nossa literatura.</p>
<p>Quero questionar: o que é e para que serve uma Academia de Artes? Os grandes astistas, tal quais Van Gogh nunca tiveram aceitação das academias de artes. Aliás, historicamente as academias rejeitaram a vanguarda sistematicamente.</p>
<p>A Academia que organiza o Oscar não é diferente. Sistematicamente seus membros escolhem filmes que representam a manutenção do enlatamento da indústria cinematográfica norteamericana (com raras exceções) .  Que eu me lembre, o filme estrangeiro mais premiado nos últimos 20 anos foi &#8220;A vida é bela&#8221;, que é uma exaltação aos valores cinematográficos de Hollywood.</p>
<p>Não acho todo o cinema norteamericano reprovável. Existem bons profissionais comprometido com bons filmes e alguns raros comprometidos com a vanguarda. Do Festival de Sundance eventualmente surge filme interessantes e pessoas como Charlie Kauffman ainda existem. Mas em sua imensa maioria, o enlatamento impera nos filmes.</p>
<p>O Oscar dificilmente premiará o excelente &#8220;O Mágico&#8221; como melhor animação, como não premiou Fernanda Montenegro quando teve oportunidade. O prêmio de Javier Barden, se vier, terá o mesmo valor que o Cristian Bale, que concorrem mais por serem bonitos que por serem bons atores (um bem mais do que outro).</p>
<p>Sobre esta ou outra Academia de Artes? I&#8217;m not there. Que eles fiquem com suas carecas e com suas exaltações, que eu fico com minha vanguarda e com minha juventude.</p>
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		<title>Cinema Vivo &#8220;Fluidos&#8221;, um longa metragem ao vivo</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 13:02:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Egnaldo Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Egnaldo Oliveira Enquanto um casal torna-se escravo de seus próprios fetiches, uma mulher de meia-idade, que encontra seu marido apenas pela Internet, inicia uma relação com uma transexual, e um garoto expõe sua vida num programa de televisão sensacionalista. Essa é a base de Fluidos, dirigido por Alexandre Carvalho e filmado ao vivo na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Egnaldo Oliveira<br />

<div style="text-align: justify"><img class="aligncenter size-full wp-image-522" src="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Fluidos.JPG" alt="Fluidos" width="489" height="492" /></div>
<p>
<div style="text-align: justify">Enquanto um casal torna-se escravo de seus próprios fetiches, uma mulher de meia-idade, que encontra seu marido apenas pela Internet, inicia uma relação com uma transexual, e um garoto expõe sua vida num programa de televisão sensacionalista. Essa é a base de <em>Fluidos</em>, dirigido por Alexandre Carvalho e filmado ao vivo na cidade de São Paulo.</div>
<div style="text-align: justify">
<p>A proposta do CineVivo é a da estrutura exposta, do escancaramento do processo: cinema explícito. A fonte da qual ele se alimenta é a realidade do entorno onde acontece — o espaço geográfico compartilhado, as pessoas que moram e circulam por esse espaço e o tempo expandido, em todas as suas manifestações possíveis de captação.</p>
<p>Personagens, pessoas reais, cotidiano, ensaio e realidade, platéia e cenário, tudo coexistindo na realização ao vivo de um filme de ficção de 70 minutos com captação, edição e exibição simultâneas.</p>
<p>Agora esse projeto inovador e ousado dá mais um passo: estreará em formato digital no <em>Festival de Cinema do Rio 2009</em> na <em>Mostra Novos Rumos da Premiére Brasil. </em>A sessão de gala do filme ocorre no dia 02.10, seguida de apresentações diárias, entre os dias 03 e 05.10. Em  seguida <em>Fluidos</em> participará do<em> Festival Internacional de Cinema de Arte de Salvador. </em>O projeto foi vencedor do<em> Edital Primeiras Obras</em>, da Prefeitura Municipal de São Paulo.</div>
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		<title>Budapeste</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Jul 2009 04:50:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Binho Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Com uma primorosa fotografia, atuações certeiras e soluções cinematográficas bem calculadas, &#8220;Budapeste&#8221;, o filme, é uma obra a que vale a pena assistir. Walter Carvalho, que há muito tempo trabalha predominantemente como diretor de fotografia junto a outros cineastas, fez uma adaptação muito bem sucedida do romance homônimo de Chico Buarque publicado em 2003. Leonardo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2009/07/budapeste071.jpg"><img class="size-full wp-image-384 alignleft" style="margin: 2px" src="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2009/07/budapeste071.jpg" alt="budapeste071" width="300" height="200" /></a>Com uma primorosa fotografia, atuações certeiras e soluções cinematográficas bem calculadas, &#8220;Budapeste&#8221;, o filme, é uma obra a que vale a pena assistir. Walter Carvalho, que há muito tempo trabalha predominantemente como diretor de fotografia junto a outros cineastas, fez uma adaptação muito bem sucedida do romance homônimo de Chico Buarque publicado em 2003.</p>
<p>Leonardo Medeiros incorpora competentemente José Costa/Zsose Kósta, o homem que se divide entre duas mulheres, duas pátrias e duas línguas &#8212; todas elas antagônicas entre si. Wanda e Kriska são duas mulheres que vivem suas vidas de maneiras que sequer se tangenciam: à superficialidade daquela contrapõe-se a poeticidade desta. O português brasileiro (carioca, especificamente) possui uma musicalidade que o húngaro aparenta não ter e transparece aquela famosa lábia tão afim a uma imagem de Brasil (a boa e velha &#8220;cordialidade&#8221; local?). Quanto às pátrias&#8230; Se Brasil e Hungria são países que se diferem em muitos aspectos, a fotografia do filme, sempre tendendo para as cores neutras e para os tons de marrom, parece denunciar que existem mais semelhanças que diferenças entre ambos os cenários. José/Zsose é um homem que não se localiza, qualquer que seja o local onde habite, e jamais se sentirá em casa: em qualquer lugar, ele será sempre um estranho.</p>
<p>Desse modo, a adaptação fílmica dá conta de uma ideia que no livro se perde, pois o desejo do autor de tornar experimental um tema já tão tratado (e com muito mais desenvoltura por tantos outros autores) pela literatura encaminhou-se para uma metalinguística pretensamente revolucionária, correndo o risco de se tornar um tratado sobre a relação identidade pessoal X identidade linguística. Não que o livro seja ruim, pelo contrário. Mas seu tom ensaístico não comporta sequer a ironia borgeana adequada à proposição do autor (hemos de concordar que a abordagem de Chico Buarque é calcada nas ficções de Borges).</p>
<p>O diretor do filme soube transformar em imagens aquilo que o livro não soube dizer com palavras: o homem contemporâneo, essa existência que se multiplica em várias existências que não existem, não possui um ser, por mais que se desloque de um lugar para outro, de uma vida para outra, e assim por diante. Tudo é encenação, uma questão, talvez, de nomenclatura ou de apropriação (isso é meu porque eu digo que é meu, mas isso não passa de uma questão de linguagem, não de realidade (?), tudo é construção). A última cena do filme é a mais importante do filme, nesse sentido (e ninguém me tira da cabeça que há um dedo do Bergman de &#8220;Persona&#8221; nesse artifício usado pelo diretor).</p>
<p>E que significativa é aquela cena em que o rio que corta Budapeste serve de passagem para a estátua de Lenin&#8230; Estamos mesmo num mundo dividido, em que os discursos se perderam e em que as pessoas revelam-se como máscaras&#8230; Tudo é recorte, seleção, versão. O tema, como já dito, não é novo, mas ainda é possível se surpreender com certas escolhas bem feitas.</p>
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		<title>&#8220;Persona&#8221; de Ingmar Bergman</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 05:49:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Binho Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Parece que as crises de identidade às vezes servem para algo produtivo. A de Ingmar Bergman em 1966 lhe valeu a ideia de fazer um filme em que se questionava, além da identidade do indivíduo, a do cinema. O resultado foi uma obra-prima: Persona. Se Bergman tem a fama de ser admirado somente pelos &#8220;cools&#8221;, &#8220;cults&#8221; e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" style="margin: 2px;" src="../wp-content/uploads/2009/06/444px-Ingmar_Bergman_-_Persona.jpg" alt="Poster no filme &quot;Persona&quot;, com as atrizes Bibi Andersson e Liv Ullmann" width="444" height="600" />Parece que as crises de identidade às vezes servem para algo produtivo. A de Ingmar Bergman em 1966 lhe valeu a ideia de fazer um filme em que se questionava, além da identidade do indivíduo, a do cinema. O resultado foi uma obra-prima: <em>Persona</em>.</p>
<p>Se Bergman tem a fama de ser admirado somente pelos &#8220;cools&#8221;, &#8220;cults&#8221; e &#8220;cabeçudos&#8221;, quem vir esse filme vai ter certeza dessa opinião &#8212; embora ela seja muito limitada. <em>Persona </em>é uma aventura pelo território imprevisível da personalidade humana: o que somos é uma máscara do que somos, portanto existir é atuar, e o mundo é um palco &#8212; ou uma tela. Duas mulheres compõem um duelo de máscaras em que a sinceridade pode não ser o oposto do fingimento, mas uma outra forma de fingir. Ou então as duas mulheres são apenas a frente e o verso da mesma máscara, e uma finge que é a outra de verdade.</p>
<p>A grande mestria de Bergman é pensar essa ideia, tão confusa e já tratada muitas e diversas vezes pelo teatro e pela literatura, cinematograficamente. E as soluções adotadas pelo cineasta sueco só podem tender mesmo ao radical: não há meios-termos quando o assunto é crise. A começar pela &#8220;semelhança&#8221; entre as atrizes Bibi Andersson e Liv Ullmann; tal semelhança, mais do que real, é construída de modo que o espectador a aceite e se desestabilize ao mesmo tempo. Se existe mesmo essa parecença, o quanto ela pode revelar da nossa própria ambiguidade? Então, desde que alguém saiba manipular as imagens, aceitamos a ilusão oferecida? (E como o talento dessas atrizes colabora para que aceitemos tudo!!!)</p>
<p>Então o cinema é um mecanismo que produz mentiras? O cinema é, antes de tudo, um mecanismo. É isso o que nos diz a primeira cena da antológica sequência inicial (confesso: é a minha parte preferida do filme). Um mecanismo que nos ilude mas que pode a qualquer momento entrar em colapso e se revelar como artifício (a cena em que o filme parece queimar é ilustrativa). Se o rolo de filme se queima e a máscara é descoberta, qual a nossa reação? Descoberta a trapaça, vamos em busca daquilo que ela disfarça ou tentaremos construir outra verdade, mesmo já sabendo da mentira que ela é?</p>
<p><em>Persona</em> é, antes de tudo, a comprovação de que , caso não seja possível encontrar a essência das coisas, a Verdade, pelo menos temos o conforto de saber que a ausência Dela pode resultar numa obra como essa.</p>
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		<title>Chaplin, sob as lentes de José Saramago</title>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2009 23:27:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de F. L. Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Numa destas últimas noites vi na televisão alguns filmes antigos de Chaplin, a saber, dois ou três episódios nas trincheiras da primeira guerra mundial e um filme mais extenso, “The Pilgrim”, que, retoma, com menos felicidade que noutros casos, o tema recorrente de um Chaplin sem culpas procurado pela polícia (&#8230;)&#8221; Saramago é, por inúmeros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;<em>Numa destas últimas noites vi na televisão alguns filmes antigos de Chaplin, a saber, dois ou três episódios nas trincheiras da primeira guerra mundial e um filme mais extenso, “The Pilgrim”, que, retoma, com menos felicidade que noutros casos, o tema recorrente de um Chaplin sem culpas procurado pela polícia</em> (&#8230;)&#8221;</p>
<p>Saramago é, por inúmeros motivos, um comentador de toda contemporaneidade. Vale a pena conhecer e acompanhar seu <a href="http://caderno.josesaramago.org" target="_blank">Blog</a>.  Como romancista, não é necessário dizer que ele é fundamental.</p>
<p>Para ler o restante da Crônica acima, <a href="http://caderno.josesaramago.org/2009/05/18/charlot/" target="_blank">clique aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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