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	<title>Arlequinal &#187; Daniel Feltrin</title>
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	<description>Cultural e Coletivo</description>
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		<title>Cisne Negro Cisne Branco Cisne &#8211; Por Daniel Feltrin</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Mar 2011 20:11:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Feltrin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando o grotesco chega ao seu extremo ele se torna sublime, e vice e versa, diria Vitor Hugo com palavras mais belas do que estas. Essa lógica perpetuada pelo romancista romântico francês no prefácio para sua peça Cromwell se encaixa perfeitamente na impressão mais básica que temos ao assistir o filme Cisne Negro, de Darren [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2011/03/black_swan1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-936" src="http://arlequinal.com.br/wp-content/uploads/2011/03/black_swan1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Quando o grotesco chega ao seu extremo ele se torna sublime, e vice e versa, diria Vitor Hugo com palavras mais belas do que estas. Essa lógica perpetuada pelo romancista romântico francês no prefácio para sua peça Cromwell se encaixa perfeitamente na impressão mais básica que temos ao assistir o filme Cisne Negro, de Darren Aronofsky. O filme é uma progressão de cenas belas e horríveis numa dinâmica que só pode ser bem representada mesmo como um balé. Uma dança magnânima de todos envolvidos no projeto para contar esta história de horror e beleza da forma mais sombria e bela ao mesmo tempo.<br />
O uso de duplos adjetivos não é à toa. A própria trama é a clássica psicologia do duplo, o famigerado doppelgänger, que atormenta a pobre e ingênua bailarina Nina para fora dos limites de seu frágil corpo. Acontece que Nina necessita que esta sua contraparte mais sombria se manifeste para que ela possa atender aos desejos mais íntimos do obsessivo diretor da companhia de Balé (o fantástico poliglota Vincent Cassel) e se tornar a Rainha Cisne perfeita.<br />
O balé O Lago dos Cisnes de Tchaikovsky é um ápice da musica romântica e permeia o filme todo com as variações e composições originais do companheiro de Aronofsky, Clint Mansell (o criador do famoso tema de Réquiem para um Sonho, imortalizado pelo quarteto Kronos e as dezenas de usos do tema contagiante), e a música, como não poderia deixar de ser, é um coadjuvante quase protagonista, mas esta tem seu ritmo próprio, mais sombrio que combina com a dualidade do filme.<br />
Personagem dupla, compositores duplos, adjetivos duplos complementam é claro a duplicidade da abordagem do filme. Aronofsky é claro tem o seu estilo todo próprio de escrever e dirigir suas histórias, e em Cisne Negro não é diferente. Está lá a inclinação para a tragédia em cima de personagens que se levarão ao limite em troca do objetivo a alcançar, inclusive a autodestruição. Caso dos personagens de Réquiem para um Sonho e é claro, do Lutador, o The Ram, que para mim é um dos melhores finais de filme de todos os tempos. Essa tendência à tragédia típica de uma dramaticidade tão clássica que se encontra nos personagens do diretor, no entanto é tão individualmente modernizada que nós sabemos de imediato que estamos vendo um filme de Aronofsky.<br />
E esta outra dualidade que é tão bem feita em Cisne Negro. Ela é catártica, clara e não deixa rastros pra dúvidas. O engraçado, e talvez o genial, disso tudo é que a temática do Grotesco/Sublime tão romântica e oitocentista contrastada à visão das câmeras tão introspectivas de Aronofsky que só podem ser pós-Freud, são tão diferentes entre si que combinam de forma clara como um copo dividido entre água e óleo. Dado à trama do filme a raison d’être do filme se completa perfeitamente.<br />
E quem melhor para ajudá-lo nesta tarefa do que Natalie Portman cuja beleza é tão clássica, mas a fragilidade quase andrógina de seu corpo é tão moderna? A dedicação desta atriz se confunde com a de seu personagem a tal ponto que nós perguntamos quem é Natalie e quem é Nina, e de certa forma, por isso, Natalie leva o filme para si e o domina.<br />
Cisne Negro é um filme estético, feito para provocar sensações, e isso é feito da melhor forma romântica. Poe se orgulharia. A película tem uma história simples, até de domínio público, a modernização é puramente circunstancial e o trama é facilmente previsível, mas o que conta é o produto final e é aí que o filme é bem sucedido. Cisne Negro é a realização material e catártica de toda temática Aronofskyana. É a estética dos closes psicológicos, das impecáveis atuações, da edição, da musica e é claro das imagens que nos levam como bonecos de vodu por toda a nossa tessitura sensorial.<br />
Uma experiência altamente recomendável.</p>
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		<title>O Mito Jacqueline du Pré</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Dec 2009 16:07:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Feltrin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Jacqueline du Pré foi uma das mais aclamadas violoncelistas do século XX. Seu estilo controverso, passional demais; e sua vida conturbada, cheia de altos e baixos, deram o que falar no fechado mundo da música erudita desde os anos 60, quando apareceu para o mundo. Nascida em 1945, Jacqueline Mary du Pré, teve uma carreira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Jacqueline du Pré foi uma das mais aclamadas violoncelistas do século XX. Seu estilo controverso, passional demais; e sua vida conturbada, cheia de altos e baixos, deram o que falar no fechado mundo da música erudita desde os anos 60, quando apareceu para o mundo.<br />
Nascida em 1945, Jacqueline Mary du Pré, teve uma carreira meteórica e digna de uma tragédia grega. Foi obrigada a parar de tocar aos 28 anos, devido ao começo da esclerose múltipla que a mataria aos 42, esta inglesa viveu uma vida cheia de altos e baixos, entre o amor e o ódio pelo instrumento que a consagrou. Sua história está retratada no filme &#8220;Hillary and Jackie&#8221;, de Anand Tucker, lançado em 1998 que nos mostra, um tanto exageradamente até, esse lado paranóico destrutivo de Jackie com relação a sua irmã, Hillary du Pré (A fantástica Rachel Griffiths, a Brenda de Six Feet Under), seu marido, o maestro argentino Daniel Barenboin, e é claro seu violoncelo stradivarius, mostrando uma das cenas mais aflitivas que eu já vi, quando, num acesso de loucura, Jackie deixa o violoncelo na neve, culpando-o por todos os seu problemas (BRR). O filme em si vale pela excelente atuação da ótima Emily Watson, no papel de Jackie.<br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=Xtvk1TDk-Ao"></a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Xtvk1TDk-Ao">Trailer de Hillary and Jackie</a></p>
<p>Com um histórico desses, fica difícil separar o quanto o reconhecimento de du Pré se dá apenas por sua história e o quanto se dá por seu talento nato.<br />
Não podemos negar o talento, é claro, e eu nem poderia tendo crescido ouvindo ela tocar. Assim como o filme, a vida de Jackie é pontuada pela sua majéstica interpretação do Concerto para Violoncelo em Mi Menor de Sir Edward Elgar. Este sem dúvida tem na de Jackie, a melhor interpretação gravada. Não poderia ser diferente, devido a passionalidade que esse concerto exige e que du Pré tem de sobra.<br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=L5C99JyP2ns"></a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=L5C99JyP2ns">Concerto de Elgar com du Pré</a></p>
<p>Mas é preciso analisar mais a fundo. Escolhi aqui um trecho do outro grande concerto para violoncelo, o de Dvorak. Este, mais romântico e tradicional em sua essência, exige do executante uma grande tecitura técnica além do tradicional &#8220;gut&#8221; emocional. Este é um concerto muito executado e, para fazer uma comparação e discorrer sobre o Mito du Pré, escolhi três interpretações diferentes do Adágio, segundo movimento do concerto. Elas são: a da Jackie, de Mitslav Rostropovich e de Yo-Yo Ma.</p>
<p>Eis:<br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=f-z1fG6jjUE"></a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=C6wBsm_vt38&amp;feature=related">Adágio com Jackie parte 1</a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=C6wBsm_vt38&amp;feature=related"></a><a href="http://www.youtube.com/watch?v=C6wBsm_vt38&amp;feature=related">Adágio com Jackie parte 2</a><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=-P92nuI8csA"></a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=-P92nuI8csA">Adágio com Jackie parte 3</a></p>
<p>Jacqueline interpreta este movimento com toda a sua passionalidade, no entanto, acredito que falte uma coisa a mais que é uma regularidade técnica no sentido de moderação nos ataques e limpeza de som.<br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=Iuw1ieM2Ejg"></a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Iuw1ieM2Ejg">Adágio com Rostropovich parte 1</a><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=4-GlL_qlvBM&amp;feature=related"></a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=4-GlL_qlvBM&amp;feature=related">Adágio com Rostropovich parte 2</a></p>
<p>Flawless, eu diria, Rostropovich consegue nos emocionar ao mesmo tempo que é extremamente impecável em sua execução técnica e leveza de arco. Além, é claro, da limpidez do som.<br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=QOaNuIAUalY&amp;feature=related"></a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=QOaNuIAUalY&amp;feature=related">Adágio com Ma parte 1</a><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=tH7GmADipv8"></a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=tH7GmADipv8">Adágio com Ma parte 2</a></p>
<p>O concerto de Ma é, como o de Rostropovich, claro em sua sonoridade, e não há muito o que ver em seu desempenho técnico, no entanto, como costuma ser de seu estilo, o som busca uma liberdade que não pode ser concedida neste concerto mais tradicional.</p>
<p>O Concerto para Violoncelo em Si Menor, de Anton Dvorak, é um concerto romântico por excelência, extremamente harmônico e dependente de seus temas, assim como suas firulas técnicas. Sem dúvida este é um dos concertos que mais desafia os solistas pela sua árdua composição. Portanto, no todo, é necessário um instrumentista mais estável e um tanto mais clássico. Acontece que Ma e du Pré são ambos excelentes instrumentistas, com excelente técnica, mas têm sua característica própria que geralmente bate de frente com a idéia de um cellista mais clássico.</p>
<p>Jacqueline então se encontra para nós em um aspecto mais ou menos completo. Temos o mito, temos o prodígio e temos o humano. A vida dela é o mito e, com certeza é intrigante e nos faz querer ficar mais próximos dela, mas não satisfaz o espírito musical dentro de nós. O prodígio, seu ápice em Elgar, nos trás o melhor dela, ou pelo menos o que foi o melhor dela dado ao seu fim prematuro que a impossibilitou de chegar a uma maturidade. O humano se dá naquilo em que ela foi ótima mas não genial, como por exemplo o Dvorak, nos mostra o lado de Jackie mais coerente e ajuda a contrabalançar o peso de uma vida tão conturbada como motivo de admiração.</p>
<p>Mas esse toque de humanidade a torna menos essencial?<br />
Não. De jeito nenhum. É só voltar um pouquinho o scroller e tocar de novo o Elgar. Algo assim é eterno.</p>
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		<title>Arte e Entretenimento</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Dec 2009 13:59:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Feltrin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Primeiramente é preciso dizer que esta reflexão aqui não está preocupada em definir o que é arte, nem tem as &#8220;guts&#8221; necessárias para tal. O que quero mesmo é tentar, em minha opinião, distinguir o que considero arte e o que considero entretenimento a partir daquilo que estas formas me fazem sentir. A idéia é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Primeiramente é preciso dizer que esta reflexão aqui não está preocupada em definir o que é arte, nem tem as &#8220;guts&#8221; necessárias para tal. O que quero mesmo é tentar, em minha opinião, distinguir o que considero arte e o que considero entretenimento a partir daquilo que estas formas me fazem sentir. A idéia é realmente separar o joio do trigo, buscar a percepção de que hoje, em meio a uma industria cultural forte e extremamente plural dado os meios tecnológicas e multidão de mídias como meios de expressão, encontrar uma obra de arte é realmente procurar uma agulha no palheiro, não só pela dificuldade mas, principalmente (e peço perdão pela metáfora cafona) porque você vai se espetar e vai sair sangue. E é isso que importa para arte, ao meu ver: ninguém pode sair incólume. Ninguém está são e salvo de seu efeito.<br />
Como já foi dito, o século XXI trouxe uma consolidação daquela que é chamada de Industria Cultural, fenômeno que vêm acontecendo desde os anos cinqüenta. Com os adventos tecnológicos que facilitaram os meios de comunicação, tornaram os meios de expressão mais democráticas e portanto mais caóticos, mais globais. Isso afetou tal indústria. Isso é, imaginem que tínhamos uma máquina, programada capciosamente, que separava aquilo que &#8220;servia&#8221; e aquilo que &#8220;não servia&#8221; para o uso comum dos consumidores de cultura. Agora imaginem que essa máquina foi desligada e aposentada porque, agora, todo mundo quer &#8220;servir&#8221;. Isso leva a uma democratização maior do meio cultural mas também a uma superpopulação de pequenos artistas tentando um falar mais alto do que o outro. No entanto há um problema ainda maior.</p>
<p>Nesse meio tempo, em que essa máquina funcionou a todo o vapor nos dizendo o que &#8220;consumir&#8221;, a sociedade foi esquecendo o que é culturalmente arte e o que é culturalmente entretenimento. Foi tudo ficando misturado e, conceitos foram formados com relação ao que era considerado arte pelos poucos que ainda se arriscavam a descrevê-la. Um exemplo disso é a poesia, essa arte que é marginal e extremamente não lucrativa hoje em dia e está sempre sendo preterida pela prosa artística como meio literário de prestígio, e esta última preterida pela prosa de massa como meio literário comercial, e esta enfim preterido pela teledramaturgia como contato cultural mais rápido e menos exigente.</p>
<p>Isso não quer dizer que em outras épocas as pessoas realmente pensavam a arte em sua essência, ou que sequer tinha a noção do que era entretenimento. Sempre houve formas de arte populares, e muitas vezes, estas eram dotadas de maior teor artístico do que as formas consideradas como arte na época, e que depois se tornaram essenciais para um outro tempo, e muitas vezes caracterizaram ideais políticos que influenciaram arte, é só pensar, por exemplo, a importância das canções populares na música erudita dos nacionalistas do final do séculos XIX. Anacronismos a parte, a verdade é que, entrenimento é um conceito que advém da sociedade televisiva, em sua acepção moderna que reflete aqui neste escrito. No entanto essas digressões servem justamente para aquilo que importa sobre o que eu quero dizer sobre entretenimento: Ele sempre existiu nas mais variadas formas, mesmo que não tenha sido chamado desta forma.</p>
<p>Então por quê é importante falar dele agora?</p>
<p>Justamente porque agora ele existe em oposição ao que é arte.</p>
<p>Para mim arte deve te cutucar. Como Seamus Heaney disse sobre poesia, é quando como damos uma tapa na TV para sintoniza-la de volta. Arte deve dizer algo, mesmo que seja nada, que seja a negação daquilo que é de sua própria natureza artístico. Como se pendurarmos um cartaz no meio da Avenida Paulista como os dizeres: &#8220;Isso não é Arte!&#8221;. A arte em si não pode escapar de sua íntrinseca ontologia artística.</p>
<p>Pensando assim fica mais fácil dizer o que é entretenimento. Podemos dizer que é todo o resto. É ai que entra o que eu gosto de chamar de entretenimento genial e entretenimento não genial.</p>
<p>Vamos reforçar que entretenimento não é arte, mesmo que seja genial. O contrário, no entanto, apenas pode ser verdade em poucos casos, geralmente atrelados a pintura e, mesmo assim, tenho minhas dúvidas quanto a capacidade de existir uma arte que não entretenha. É preciso dizer que entretenimento puro não é também um monstro de sete cabeças do qual os que procuram estar em contato com a arte devam fugir incondicionalmente. Isso é irracional. Ninguém precisa ter medo de se &#8220;manchar&#8221; porque assistiu televisão.</p>
<p>E é justamente aí o ponto que quero chegar. Entretenimento está lá para distrair, escapismo puro. Ninguém vive só de filosofia e ciência. Nem toda hora podemos ser cutucados por insetos gigantes ou insanas lanças de justas. Ele sempre existiu e sempre existirá. O que precisamos fazer, principalmente hoje, é escolher bem como vamos nos distrair.</p>
<p>Entretenimento que eu chamo de genial é aquele que é bem construído, que nos leva a um bom passatempo sem nos insultar intelectualmente. Um entretenimento não genial são fórmulas feitas, não originais, produto comercial apenas, como aquele sanduíche daquela franquia que sempre vai ser o mesmo. Do primeiro podemos destacar séries televisivas e de livros, música pop sincera, etc. Do outro podemos falar das soap operas da vida, reality shows, enfim, todo charlatanismo que bloqueia toda a capacidade de pensamento, porque são mastigados previamente para nós como se fossemos bebês e não pudéssemos fazer isso por nós próprios.</p>
<p>De um modo geral entretenimento é importante. Acredito nele. Precisamos diariamente uma boa dose. Acho que só assim conseguiremos destacar o que é bom ou ruim, ao mesmo que alimentamos nossa fome por cultura e tropeçamos aqui e ali em arte de verdade.</p>
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