Sobre o teto de uma casa
Thursday, October 13th, 2011Por Fernando de F. L. Torres,
Sobre o teto de uma casa, inacessível aos olhos transeuntes, há um vaso e um catavento. Pequenos demais para significar um projeto de sustentabilidade. Deve existir, penso, alguém nesta casa que imaginou e executou a ideia de colocar sobre o teto da casa um vaso e um catavento.
De onde estou. olhando através de uma janela, não noto qualquer outro indicativo que junto àquele vaso existe qualquer resquício de área de lazer. Não há uma horta, ou uma cadeira ou qualquer indício que o vaso, no qual existe uma pequena árvore, tem qualquer função outra que apenas estar ao lado do catavento.
Não deve ter sido fácil colocar o vaso, com a planta, onde ele está. Não vejo saídas da casa que vão diretamente ao teto. Mas vejo apenas de um lado. Com certeza existe um platô em que o vaso está colocado, mas de onde estou não o vejo, apenas o vaso e o catavento.
O catavento por si me lembra um brinquedo infantil. O catavento na mão da menina que na janela do carro sente o vento no rosto e olhos fixos no frágil brinquedo girando veloz.
Este catavento tem duas hélices que giram em sentido alternado. Eu sei exatamente como funciona, ou em tese como deveria funcionar, o catavento que vejo pela janela e sobre o telhado da casa.
Tantos detalhes que passam desapercebidos aos olhos transeuntes, e, tantos detalhes que um dia deixei de escrever, de anotar como um vaso ou um catavento sobre telhados.
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