E-Reader, primeiras impressões
Tuesday, January 4th, 2011Por Fernando de F. L. Torres,
Não costumo ser early user de tecnologias. Embora eu goste de gadgets, costumo esperar a terceira ou quarta geração de algum eletrônico antes de adotá-lo. A razão é simples, os usuários de primeira hora geralmente compram aparelhos que ficam obsoletos mais rapidamente e pagam caro por isso.
Muito embora os E-Readers com E-Paper sejam aparelhos com algum tempo de mercado lá fora, foi em 2010 que eles ganharam as prateleiras do mercado brasileiro. O primeiro foi o Cooler, comercializado pela Gato Sabido. Deixei passar a novidade. Achei por bem esperar, as livrarias e editoras ainda não haviam sem manifestado sobre um padrão, e lá fora o Kindle estava com tudo. (Ressalto a questão PAL-M/NSTC, como exemplo, ou mesmo a recente decisão do governo acerca do padrão HD.)
Assim que as principais livrarias e editoras resolveram adotar o padrão EPUB para os livros digitais (Livraria Cultura, Saraiva, Cia. das Letras etc) achei seguro comprar um aparelho, o escolhido foi o Positivo Alfa.
Antes de mais nada, a tecnologia E-Paper funciona. Uma vez que não há emissão de luz a leitura não cansa os olhos. O aparelho é leve e anatômico. Acho importante ressaltar que neste ponto o E-Reader atinge seus objetivos iniciais, que é proporcionar a leitura de livros em versão digital de forma confortável.
Porém, para aqueles que gostam de anotar no livro, grifar e interagir, o Positivo Alfa ainda apresenta uma série de limitações. A escrita não é exatamente seu forte. Quem tiver esse hábito, talvez seja melhor escolher um aparelho com teclado, tal como o iRiver.
Outro detalhe importante é que o Wi-fi funciona muito bem. O que proporciona a possibilidade de ler notícias e feeds com facilidade.
Para quem está acostumado com Smatphones e Handhelds a sincronização parecerá estranha com o Software da Adobe. Mais que estranha, parecerá antiquada. O próprio Software da Adobe deixa a desejar quando comparado aos softwares dos smartphones e Handhelds (comparo por experiência com Blackberry, iPhone, Nokia e Palmone). O aparelho funciona bem com o software Calibre, mas ainda não testei a transferência de livros comparados na internet para o dispositivo via Calibre.
O primeiro livro que comprei foi “Solar” de Ian McEwan. Comprei via Livraria Cultura e não demorou muito para que eu recebesse o e-mail com o link do livro. A variedade de livros ainda é pequena (a Cia. das Letras disponibilizou 12 títulos até o momento, por exemplo).
A leitura de PDF é um pouco mais complicada. Enquanto o texto do EPUB é adaptável à cada página conforme o tamanho da fonte, o texto em PDF continua a respeitar a paginação em que ele foi gravado, o que por vezes torna a fonte pequena. A solução é ler com o E-reader no formato paisagem, o que gasta um pouco mais de bateria, mas garante certo conforto.
A bateria parece ser legal, ainda não tive de recarregar e já li um livro praticamente inteiro.
Enfim. Nos próximos posts, deixarei de lado a tecnologia e voltarei a falar de literatura e artes.


Opa, seu post me animou um pouco a ter um e-reader, mas ainda vou segurar um pouco hehe. Por enquanto ficarei na centralização mesmo…
Meu problema com o Alfa da Positivo é que a tecnologia de e-ink deles não é a Pearl, logo o fundo é cinza, não o branquinho claro. Frescura, eu sei, mas ainda parece muito gadget e não uma página recém impressa e fresquinha, sem contar o contraste um pouco inferior, na linha do Sony Reader.
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Corajoso você! Estou me coçando para comprar um, mas ainda espero um pouco mais. Meu passo mais ‘ousado’ foi comprar um celular com Android e descobrir que o tamanho da tela é fundamental na vida de um ser humano
Eu já leio em tela de comp sem cansar, não sei meus olhos como estarão no futuro. Meu sonho de consumo ainda é um híbrido com tela tipo e-paper de um lado e tela colorida do outro
Abraços!! Vá contando mais da experiência.
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