A crise dos 30

Saturday, September 19th, 2009

Por Eric Novello

“Google Book Search y la empresa On Demand Books anunciaron ayer un acuerdo que permitirá imprimir a medida, en tiendas de todo el mundo y en apenas cuatro minutos, los dos millones de libros que Google ha escaneado a lo largo de los últimos cinco años y cuyos derechos de autor ya no están vigentes. Es decir, Hamlet, Moby Dick y todas las obras anteriores a 1923, incluidas las descatalogadas”. – no El País.

Estou com trinta anos. Preservo a experiência da compra do livro. Gosto de entrar em livrarias grandes onde eu me perca, o equivalente a bater pernas por aí. Por outro lado, sou um entusiasta de novidades tecnológicas e é óbvio que nada podemos contra o futuro. A dúvida não é se, mas quando ele virá.

Meu sobrinho de 8 anos perguntou à mãe o que era um videocassete. Respondi que ele não perdeu nada em não saber. E não perdeu mesmo. Quando contei para ele da “Chegada do Trem“, dos irmãos Lumière, e da possível reação da platéia (alguns teriam saído da sala de projeção, pensando que seriam atropelados), ele me perguntou: mas era em 3D?

Nós que vivemos as transições nos agarramos à memória, a certezas de coexistência que nem existirão para as gerações vindouras.  No fim das contas, o que vale é a impermanência. Impermanência que não permite um fim das contas. Nem um ponto final nessa história.

One Response to “A crise dos 30”

  1. Será bom conhecer o livro em novos termos. Creio que algumas iniciativas podem democratizar o livro. Como o videocassete democratizou o cinema.

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